CULTURA: Acervo do sistema metroviário de São Paulo reúne cerca de 100 obras de arte

“Sem Título” de Alfredo Ceschiatti, na Estação Sé. Foto de 31/03/2021. Márcia Alves/Metrô SP

Passageiros podem conhecer obras contemporâneas nas estações das Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 4-Amarela, 5-Lilás e 15-Prata

JESSICA MARQUES

Passear pela capital paulista para visitar museus e conhecer obras de arte é um programa comum para turistas e moradores da Região Metropolitana.

Entretanto, o que muitos não sabem é que o passeio pode ser feito dentro do próprio sistema sistema metroviário de São Paulo, que reúne cerca de 100 obras de arte.

Assim, sem sair das estações, os passageiros podem conhecer obras contemporâneas nas Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, da Companhia do Metropolitano.

Também são disponibilizadas exposições e obras de arte nas Linhas 4-Amarela e 5-Lilás, administradas pelas concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade, respectivamente.

ARTE NO METRÔ

O projeto Arte no Metrô, da Companhia do Metropolitano, tem um acervo de 92 obras de arte contemporânea, distribuídas em 36 estações. As esculturas, murais, painéis e instalações primam pelo caráter de durabilidade, monumentalidade e diálogo com os passageiros.

As primeiras obras do acervo de arte contemporânea do Metrô, instaladas em 1978, acompanham o projeto de revitalização da Praça da Sé. São elas: “Garatuja”, de Marcelo Nitsche e “Sem Título”, de Alfredo Ceschiat.

Garatuja, de Marcelo Nitsche, após limpeza e pintura, na Estação Sé. Foto: Márcia Alves/Metrô SP.

A obra mais recente adquirida pelo Metrô foi em 2014, a instalação “O Descanso da Sala”, de José Spaniol, na Estação Alto do Ipiranga, Linha 2-Verde

O livro “Arte no Metrô” conta toda a história do projeto, com detalhes de cada trabalho. Acesse o Livro Digital e conheça o acervo artístico do Metrô de São Paulo.

DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO À ARTE

Em entrevista ao Diário do Transporte, o coordenador de Ações Culturais do Metrô de São Paulo, Renan Andrade, informou que o ponto fundamental do projeto Arte no Metrô é democratizar o acesso a um acervo de arte pública representativa da arte brasileira.

A democratização é, principalmente para os passageiros que passam pelas estações, e que, muitas vezes, não têm acesso à arte ou a exposições e demais atividades culturais da cidade. Outro objetivo é o de incentivar o uso do transporte público pelo viés da cultura.

Além disso, Andrade cita a missão do projeto de ressignificar o dia a dia das pessoas. “É inevitável refletir sobre os usos dos espaços públicos, bem como os significados atribuídos a eles. Inevitável também pensar na qualidade da relação espaço/tempo na vida das pessoas e na necessidade básica de mobilidade urbana, compreendendo que os deslocamentos diários fazem parte do cotidiano da cidade e são um fator crucial para a qualidade de vida”, afirmou.

“Os meios de transporte, como no caso do Metrô de São Paulo, são também espaços públicos que se tornaram gigantescos ambientes de convívio para milhões de pessoas, o que potencializa ainda mais a oportunidade de acesso a arte quando instalada nesses espaços, respeitando as diretrizes de segurança e fluxo de pessoas”, considerou também.

EXPERIÊNCIA HUMANIZADA

Andrade afirma ainda que os principais objetivos do projeto são a democratização do acesso à cultura e a proposta de uma experiência mais humanizada do passageiro durante a sua viagem.

“Ainda nos anos 1970, foi buscando refletir sobre a nossa contemporaneidade que, a partir de ideais de humanização, o Metrô implementou diversas propostas de arte e cultura, no intuito de se aproximar das pessoas e de melhorar a qualidade da experiência dos passageiros”, relatou.

Andrade ressalta que a arte oferece a possibilidade de ver o mundo de outras formas, de outros pontos vista, muitas vezes de forma crítica, outras tantas nos colocando de frente com a nossa sensibilidade e memória, fazendo com que possamos diminuir um pouco os nossos passos e refletir sobre o mundo.

“A arte possibilita, muitas vezes, o reencontro consigo mesmo. Ao nos depararmos com uma obra de arte, uma exposição ou qualquer outra manifestação artística em um espaço de trânsito, o Metrô propõe que a arte esteja no meio da coletividade, próxima às pessoas, sendo também um incentivo ao hábito de visitar espaços culturais e conhecer mais sobre a produção artística contemporânea”, afirmou o coordenador.

O Metrô espera que, ao se deparar com uma obra de arte em uma estação, os passageiros possam chegar ao seu destino com mais leveza ou satisfação e, de alguma maneira, transformados”, disse também.

HISTÓRIA DO PROJETO

O coordenador relata que, como parte do Programa de Gerenciamento de Qualidade Total, sob a premissa de arte ligada à tecnologia, algumas iniciativas voltadas para atividades culturais passaram a fazer parte do dia a dia de milhões de pessoas que transitam no subterrâneo.

“Foi assim que, sob responsabilidade do antigo Departamento de Marketing e Comunicação, nasceram os projetos Arte no Metrô e Programa Ação Cultural. O primeiro, coordenado por Marcello Glycério Freitas e idealizado pela museóloga e historiadora Radha Abramo, parte da premissa de que toda arte é social e que disponibilizar um acervo de arte contemporânea em espaços públicos seria a forma mais democrática de garantir acesso a arte e, também, de potencializar a educação do olhar e uma visão crítica do mundo”, contou.

CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

Com mais de 40 anos de existência, o projeto reúne obras selecionadas a partir de critérios definidos por uma comissão de arte. O grupo é formado por profissionais especializados e com experiência em acervos e arte contemporânea.

Assim, as obras seguem em grande parte os modelos modernos e contemporâneos da arte (esculturas, murais, painéis e instalações) e primam pelo caráter de durabilidade, monumentalidade e diálogo com os passageiros.

CONSERVAÇÃO

Entre 2020 e 2021, 21 obras passaram por um processo de conservação, buscando ampliar a sua durabilidade no tempo, de acordo com Andrade.

Esta iniciativa faz parte do Chamamento Público nº 10015718, no qual estava prevista inicialmente a conservação de 40 obras.

O projeto incluiu o lançamento do documentário que traz depoimentos de artistas e especialistas em arte e de um catálogo com imagens e registros do projeto e das 21 obras conservadas nesta edição.

Confira:

ATIVIDADES CULTURAIS

O segundo projeto, o Programa Ação Cultural, hoje chamado de Linha da Cultura, realizou desde a sua implementação, nos anos 1980, aproximadamente 10 mil atividades culturais, dentre exposições, apresentações musicais, teatro, cinema e literatura.

Em 2020, o Metrô ofereceu diversas ações online gratuitas para que o público pudesse permanecer com acesso a ações de cultura no contexto da pandemia e dos protocolos sanitários. As ações estão disponíveis no site da Linha da Cultura, em https://biblioteca.metrosp.com.br/.

EXPOSIÇÕES EM CARTAZ E MURAL

Além de obras de arte fixas no Metrô de São Paulo, os passageiros que passam pelas linhas 4-Amarela e 5-Lilás especificamente podem contemplar murais com intervenções artísticas.

Ao Diário do Transporte, as concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade divulgaram a programação artística para os próximos meses. Confira:

LINHA 4-AMARELA

Qual é o Pente que te penteia

Linha 4-Amarela de metrô exibe a mostra fotográfica “Qual o pente que te penteia”, da fotógrafa Juh Almeida. Este trabalho traz ao público a força da identidade e a importância do cabelo para a população negra.  A exposição integra as ações de sustentabilidade da ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela e que, no mês de novembro, traz uma curadoria especial de artistas negros sobre o universo da negritude e suas manifestações culturais. No mezanino da estação, Higienópolis-Mackenzie estão dez painéis em acrílico, exibindo vinte fotografias de cabelos afros, tranças nagôs, que se iniciam rente à raiz, e box braids, um tipo de trança que junta fios de fibra sintética aos fios naturais, dando um aspecto de cabelo longo, porém trançado. “Qual o pente que te penteia” é um junção de retratos do acervo pessoal da cineasta Juh Almeida que busca se apoiar na poesia para trazer à luz um movimento de celebração da estética brasileira, buscando investigar a construção da identidade negra atrelada ao cabelo, como transmissão e preservação de valores ancestrais, geracionais e de afeto, e também como importante instrumento de consciência política de espaço, corpo e cabelo, apontando novas dimensões para se pensar identidade negra e memória pelas vias da resistência e para além da estética.

Serviço:

Estação Higienópolis-Mackenzie – até 30 de novembro

Estação Faria Lima – de 03 de dezembro a 03 de janeiro/2022

 

Território

Desde 5 de novembro, a Estação Higienópolis-Mackenzie da Linha 4-Amarela de metrô exibe a mostra fotográfica “Territórios”, de Achile di Paula, sobre o cotidiano e as paisagens das periferias de São Paulo. A exposição integra as ações do projeto Mês da Consciência Negra na linha. No mezanino da estação, estão dez painéis em acrílico, exibindo vinte fotografias de Achile, trazendo o olhar de um artistas trans não binário, negro e periférico sobre a paisagem e o dia a dia nas comunidades de São Paulo. Para a/o artista, a fotografia é um meio de contar histórias de luta e solidariedade de pessoas invisibilizadas pelo racismo e preconceito de classe.

Serviço:

Estação Higienópolis-Mackenzie – até 30 de novembro

 

QAFETOAFETA

A ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela de metrô, recebe desde o dia 5 de novembro, a exposição QAFETOTAFETA.Como o próprio nome sugere – “que afeto te afeta” -, a ideia da exposição é enaltecer o amor entre a população negra, em todas as suas formas. Além de trazer imagens de casais, famílias e autorretratos, as fotografias também apresentam o amor-interior. Cada expositor tem uma foto e uma frase, poesia ou música que remete ao amor.“QAFETOTAFETA traz sensibilidade, acalanto e manifesta dores também. A população negra é desumanizada o tempo todo. Sempre imposto o lugar de pessoas invencíveis, fortes a todo custo, e isso é cruel demais. O que ninguém conta é que também temos sentimentos, somos vulneráveis, sensíveis e muito dignos de afeto e de amor”, explica Ellen De Melo, autora das fotografias. A exposição faz parte do projeto “Mês da Consciência Negra”, que tem como objetivo dar voz e visibilidade aos artistas negros espalhados por São Paulo. Serviço:

Estação Higienópolis-Mackenzie – até 30 de novembro

 

Estação Paulista – de 03 de dezembro a 03 de janeiro/2022

 

Os desafios de uma pandemia: história que ninguém conta

A ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela, leva para a Estação Paulista, em novembro, a mostra com textos do livro “Os desafios de uma pandemia: história que ninguém conta”, obra que reúne versos, crônicas e relatos de pessoas em situação de rua. O projeto foi idealizado pelo Arsenal da Esperança, uma instituição localizada na capital dedicada a dar assistência para pessoas em situação de vulnerabilidade desde 1996. Além do acolhimento, o Arsenal promove anualmente um concurso literário para a população que atende. Neste ano, foi proposto que relatassem como vivenciaram a pandemia. Em maio, as inscrições foram abertas e quase 70 pessoas se inscreveram. Os três primeiros colocados são: Ezequias F., que, em um poema, mostrou a fragilidade de todas as vidas, sem exceção; Leandro A., que abordou em crônica o contágio do amor que a doença trouxe à tona; e, por fim, Walter T., com versos em que retrata a dor de quem vive na rua e se viu diante da vulnerabilidade na pandemia. São histórias vividas e sentidas por pessoas que não tiveram refúgio, que viveram este período de um modo que poucos podem imaginar. Além dos textos, a exposição, que tem como curadoras Patrícia Strebinger e Desirée Suslick, traz imagens captadas pela fotógrafa Mônica Zanon. Ela registrou, de forma delicada, detalhes das expressões dos acolhidos pelo Arsenal da Esperança. A organização está localizada nas instalações da antiga Hospedaria de Imigrantes da cidade de São Paulo.

Serviço

Estação Paulista –  até 30 de novembro

 

Estação Paulista – de 03 de dezembro a 03 de janeiro/2022

 

Africanidades 

Diversas personagens da comunidade negra feminina apresentaram-se no estúdio do fotógrafo Morpheu Lyma, natural de Santos, para a produção das imagens expostas na ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela de metrô. A exposição “Africanidades” traz fotos em preto e branco, de mulheres negras, com a curadoria do produtor cultural Maurício Coutinho. Com essa proposta, ele quer dar visibilidade à beleza e às características das pessoas afrodescendentes que vivem na cidade de São Paulo. “Africanidades” pode ser vista em novembro na Estação Paulista e, em dezembro, na Estação São Paulo-Morumbi, ambas na Linha 4-Amarela. A mostra integra uma série de ações do projeto Mês da Consciência Negra na linha. 

Serviço:

Estação Paulista – até 30 de novembro

Estação São Paulo-Morumbi –   03 de dezembro a 03 de janeiro/2022   

 

A Arte de juntar batida e rima 

Desde o dia 3 de novembro, a Estação Oscar Freire da Linha 4-Amarela de metrô exibe a mostra fotográfica “A arte de juntar batida e rima”, do fotógrafo e documentarista, João Victor Medeiros, revelando figuras do rap em suas trajetórias artísticas. A exposição integra a ação de exposições nas estações, desenvolvida pelo setor de Sustentabilidade da concessionária e pensada para contemplar a produção de novos talentos no Mês da Consciência Negra. A mostra apresenta 20 telas, divididas em 10 painéis no mezanino da estação, com uma curadoria de retratos feitos entre 2015 e 2021. Na série “A arte de juntar batida e rima”, o fotógrafo revela a intimidade de artistas que são considerados exemplos de sucesso para uma geração inteira de jovens e apreciadores do estilo musical. Para João Victor, a fotografia exerce um papel fundamental na construção da imagem e mensagem que os estilos de música hip hop e rap querem transmitir. “A maneira de vestir e a autoestima desses artistas também são objetos de fascínio dos ouvintes. É uma postura que inspira as pessoas a fazerem o que precisa ser feito para conquistarem seus sonhos”.  

Serviço:

Estação Oscar Freire – até 30 de novembro

 

Olhares que Acolhem

O Instituto Adus, juntamente com a ViaQuatro e a ViaMobilidade, concessionárias responsáveis pela operação e manutenção das linhas 4-Amarela e 5-Lilás de metrô, respectivamente, preparou a mostra “Olhares que acolhem”, um retrato de pessoas que tentam, fora de seus países de origem, recomeçar suas vidas com segurança. Com fotos feitas por Felipe Grespan de pessoas da Nigéria, Síria, Haiti, Togo, Senegal, Congo e Guiana Inglesa que vivem em São Paulo, a exposição apresenta diversos dados sobre refugiados no Brasil e no mundo. “Vivemos a maior crise migratória da história. Cerca de 80 milhões de pessoas tiveram que se deslocar de maneira forçada, fruto de perseguições, conflitos armados e violações de direitos humanos”, diz Marcelo Haydu. diretor executivo do Adus. O Brasil, afirma, acolhe hoje cerca de 53 mil refugiados. Como forma de apoiá-los, o Instituto Adus, fundado em 2010, oferece aulas de português, cursos de qualificação profissional, inclusão no mercado de trabalho, entre outros projetos.Serviço Linha 4-Amarela:

Estação Oscar Freire até 30 de novembro

Estação Fradique Coutinho –  de 03 de dezembro a 02 de janeiro/2022

Serviço Linha 5-Lilás:

Estação Largo Treze até 30 de novembro – até 30 de novembro

Estação Adolfo Pinheiro de 03 de dezembro a 06 de janeiro/2022

 

Alagoas Te Faz Feliz

Em novembro, a mostra que traz imagens de diversas cidades desse estado do Nordeste, pode ser conferida na Estação Faria Lima. Conhecida e exaltada por seu belo litoral, Alagoas, terra onde nasceu o escritor Graciliano Ramos (autor, entre outros livros, de “Vidas Secas”), o líder quilombola Zumbi dos Palmares, a psiquiatra Nise da Silveira e o cantor e compositor Djavan, possui um relevante patrimônio histórico. As imagens apresentam um recorte de cidades como Penedo e Piranhas, conhecidas por sua arquitetura, casas coloridas e registros do cangaço. Manifestações culturais como o filé alagoano, técnica de bordado de origem europeia, e a gastronomia regional, baseada em frutos do mar, são outros temas abordados. As praias de mar em vários tons de verde e azul são uma atração à parte. Destaque para Coruripe, Praia do Francês, Japaratinga e a capital, Maceió. O Rio São Francisco também integra a mostra, com seus cânions que chamam atenção por serem um dos maiores cânions navegáveis do mundo.

“A mostra tem aumentado o interesse dos passageiros pelo turismo em nosso país”, diz Mário Pinho, diretor da revista Fácil Lazer & Negócios e curador da exposição. “Essa parceria é muito importante, pois temos a oportunidade de trazer para a ViaQuatro o trabalho de fotógrafos que revelam as belezas únicas que existem em Alagoas”, completa.

Serviço:Estação Faria Lima –  até 30 de novembro

 

Identidade

Com fotografias da população negra, o objetivo da exposição é gerar identidade a partir do conhecimento sobre suas origens, conquistas e do processo social de ser consciente de quem se é. A ideia é mostrar que as pessoas negras dão voz e rosto às suas próprias histórias. As fotografias estão expostas em 20 painéis e podem ser vistas na Estação Paulista, Até 30 de novembro, e na Estação São Paulo-Morumbi, entre 3 de dezembro e 3 de janeiro. Com imagens em planos mais fechados, em que o destaque é a expressão das pessoas fotografadas, o fotógrafo Júlio César Silva traz emoção e sensibilidade para falar sobre identidade e cultura negra. A mostra “Identidade” faz parte do projeto “Mês da Consciência Negra”, que tem como objetivo dar voz e visibilidade a artistas negros da capital paulista. Neste mês de novembro, a ViaQuatro está realizando diversas exposições e ações voltadas à cultura negra, trazendo protagonismo para esses artistas e promovendo o debate sobre a diversidade racial.Serviço:

Estação São Paulo-Morumbi – até 30 de novembro

Estação Oscar Freire – 3 de dezembro e 3 de janeiro

 

Linha 5-Lilás

Rota da Aventura e Ecologia

A mais de 2,4 mil km de distância da capital paulista, o agreste pernambucano guarda cenários e manifestações culturais únicas e que podem ser admirados por quem circula pela Linha 5-Lilás.  A ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 5-Lilás de metrô, leva para a estação Adolfo Pinheiro a mostra “A Rota da Aventura e Ecologia”, uma série de registros feitos pelo fotógrafo Evaldo Parreira que destaca de forma singular a beleza e diversidade da região. Destino para amantes de ecoturismo e abrangendo quatro municípios do chamado agreste central e setentrional de Pernambuco – Brejo da Madre de Deus, Jataúba, Santa Cruz do Capibaribe e Taquatinga do Norte – a Rota da Aventura e Ecologia está representada em 20 pranchas divididas em 10 painéis frente e verso, que contam em imagens um pouco de um pedaço da história e geografia brasileira.   Nascido e criado em Pernambuco, o fotógrafo Evaldo Parreira devota seu talento há 20 anos em prol da divulgação dos destinos turísticos brasileiros e na preservação das tradições culturais do Nordeste.  “São predicados que despertam o interesse em conhecer esse destino turístico”, afirma Evaldo. Entre os registros da mostra, estão pintura rupestre, artesanato local, vista da Serra da Ponto, lugar mais alto do estado, entre outros.Serviço:

Estação Adolfo Pinheiro – até 30 de novembro

 

Cambada

O multiartista Uberê Guelé, nascido e criado no bairro do Campo Limpo, zona sul de São Paulo, expõe seus trabalhos, de diferentes linguagens e estéticas, na mostra “Cambada”, realizada em parceria com a ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 5-Lilás de metrô. Guelé encontra nos retratos uma maneira de expressar a relação que cultiva com sua ancestralidade, e com os desdobramentos da mesma, em dor e beleza. Os rostos que caracterizam essa mostra talvez sejam afirmações de uma humanidade, explica: “Existo, resisto, sou um ser humano vivo e mereço ser tratado como tal”, diz. Ou talvez sejam uma recusa: se deformando em máscaras, uma vontade de ser figura, ser espírito, encantado, negar ser um indivíduo ocidental. “São denúncias, carrancas, cazumbas, amuletos, lembranças. Choram e riem, às vezes ao mesmo tempo”, afirma o artista. “Cambada”, palavra de origem banto, do quimbundo “kamba”, significa “camarada”. No português brasileiro ganha conotação pejorativa. “Cambada é o conjunto dos camaradas que me habitam”, diz Guelé.Serviço:

Estação Alto da Boa Vista – até 30 de novembro

Estação Largo Treze – 03 de dezembro de 2021 a 03 de janeiro de 2022Estação Adolfo Pinheiro – 05 de janeiro de 2022 a 31 de janeiro de 2022

 

Invenções Húngaras

O que têm em comum a caneta esferográfica, o automóvel modelo Ford T e o cubo mágico? São todas criações de cientistas húngaros, um país que se destaca por seus matemáticos, cientistas e inventores. Muitos desses produtos ficaram conhecidos primeiramente nos Estados Unidos, por conta dos cientistas húngaros que alcançaram grande sucesso em suas carreiras lá se estabelecendo depois da Segunda Guerra Mundial. A fim de popularizar a origem de várias criações importantes da história, a ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 5-Lilás, em parceria com o Consulado-Geral da Hungria em São Paulo, apresenta a mostra “Invenções Húngaras e Ciência na Hungria”, em exibição na Estação Campo Belo. Em 20 painéis, o visitante poderá se familiarizar com as inusitadas origens de variadas invenções húngaras e suas curiosidades. Como demonstra a exposição, a Hungria é um país que estimula muito o desenvolvimento científico e, não por acaso, coleciona 13 prêmios Nobel.Serviço:

Estação Campo Belo – até 30 de novembro

Conexões Paulistanas – Casas do Brasil

A diversidade do território paulistano, com seus modos de morar na cidade de São Paulo, é o tema da mostra que a ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 5-Lilás de metrô, e o Museu da Casa Brasileira (MCB), instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, levam para a Estação Eucaliptos em novembro. “Conexões Paulistanas – Casas do Brasil” convidam os passageiros a refletirem sobre a cidade a partir das tramas constituídas pelos trípticos de fotografias que conectam diferentes pontos de São Paulo. As fotos foram feitas por Marcos Freire – ele captou as imagens expostas a partir de 990 visitas a 94 dos 96 subdistritos da capital, ao longo de sete anos. Marcos Freire, que além de fotógrafo é arquiteto, apresenta nessa exposição, sob a curadoria de Didiana Prata, traços muito característicos da vida cotidiana da cidade. Vários desses detalhes estão presentes em territórios de São Paulo distantes geograficamente. O artista evidencia essas “conexões paulistanas” em 10 painéis, com fotos organizadas em trípticos, aproximando bairros de regiões diferentes da cidade.Serviço:Estação Eucaliptos – até 28 de novembro

 

Existência

Com curadoria de Vera Simões, a mostra “Existência (Retrospectiva)”.apresenta uma série de imagens que fazem parte do acervo pessoal de inspirações e obras que foram destaques na carreira da artista visual Lícia Pacífico e que marcaram sua existência, daí o nome escolhido para essa exposição. Com painéis bastante coloridos, o estilo artístico adotado por Lícia pode ser definido, nas palavras da curadora, como “amante das cores e formas, mas apaixonada por navegar pelo belo”. Lícia Pacífico iniciou sua carreira em 1970, utiliza técnicas mistas e materiais diversos e foi premiada nacional e internacionalmente. Dentre suas premiadas exposições constam: Castello Piccolomini (Itália), 5ª Bienal em Roma, Gallerie Thuillier (Paris), Forte de São Francisco – Chaves (Portugal); e, no Brasil, exposições coletivas e individuais como as do Espaço Helisolution – Daslu (SP), Espaço Cultural INCOR, Arte e Cultura em Alto Mar – Navio Costa Cruzeiro, entre outras.

Serviço:

Estação Moema – até 30 de novembro

 

Saúde Mental – HELP

Até 30 de novembro, a ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 5-Lilás de metrô, leva para a estação AACD-Servidor uma mostra com mensagens de estímulo e acolhimento preparadas pelo grupo de voluntários do Projeto Help. A exposição é um desdobramento das ações que o projeto realiza, desde 2019, em parceria com a ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4 -Amarela de metrô, com o objetivo de oferecer apoio a pessoas que se encontram abaladas psicologicamente, situação que se intensificou com a pandemia. Nas frases apresentadas, os integrantes do projeto deixam claro que sua proposta é sempre acolher, com escuta fraterna, sem julgar, quem está passando por algum sofrimento psíquico.Carlos Eduardo Souza, o Cadu, coordenador do Help, ressalta que o contexto da pandemia pede atenção especial, por isso a exposição com as frases em destaque, uma forma de proporcionar atenção e mostrar o trabalho dos voluntários. Para quem deseja um contato direto com o Help, o grupo disponibiliza um número de telefone nacional para atendimento online: 4200-0034.Serviço:

Estação AACD-Servidor  – até 30 de novembro

 

Afro tons meu olhar

A ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 5-Lilás de metrô, leva para a Estação Hospital São Paulo a mostra “Afro Tons Meu Olhar”, uma série de ilustrações que apresentam a beleza e a diversidade do amplo universo da negritude brasileira sob a perspectiva da artista plástica Vera Rocha.  Com curadoria do produtor cultural Maurício Coutinho, a exposição conta com 20 painéis que retratam os sentimentos e aprendizados da artista em relação com o tema, os laços na África e suas diásporas, sempre com um olhar pelo afeto e o desejo de expressar, por meio da arte, seu anseio por um mundo melhor para todos. Nascida em Lisboa, formada em artes pela FAAP e com diversas mostras no currículo, Vera teve suas primeiras noções de desenho aprendidas logo cedo com seu pai, Agostinho Vidal da Rocha, um arquiteto que também exercia a vida de artista plástico. Além do pai, Vera tem mais um laço familiar que a une com a manifestação artística que escolheu para si: ela é sobrinha do pintor português Antônio Costa Pinheiro. Com uma carreira produtiva, entre os reconhecimentos recebidos por suas obras está o prêmio “Ruth Escobar”.Serviço:

Estação Hospital São Paulo – até 30 de novembro

 

 

Murais ao ar livre

– Mural da artista Priscila Barbosa no projeto “Grafite para Heróis” em homenagem aos profissionais da saúde, localizado em muro de área operacional da ViaQuatro na Avenida Rebouças, 1.636. Desde agosto de 2020, o muro de uma área operacional da Linha 4-Amarela de metrô, localizada na avenida Rebouças, 1.636, está pintado com uma homenagem aos profissionais da saúde que estão na linha de frente no combate ao coronavírus.  A iniciativa “Grafite para Heróis”, da Secretária Municipal da Cultura, conta com apoio da ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela. O grafite de 9 metros de largura por 3 metros de altura foi feito pela artista Priscila Barbosa e é inspirado na campanha Flores para Heróis, movimento norte-americano que teve início na Flórida e se espalhou pelo mundo.

Vários profissionais de saúde do Hospital das Clínicas e do Incor transitam nas proximidades da área oferecida pela concessionária para receber a homenagem.  

 

Mural do artista Tito Ferrara em homenagem aos povos indígenas afetados pela pandemia, parte da iniciativa Verificado, da ONU. Rua da Consolação, 1817. As comunidades indígenas afetadas pela pandemia de COVID-19 receberam, em dezembro de 2020, uma homenagem em forma de mural na rua da Consolação, no coração de São Paulo. O artista Tito Ferrara é quem assina a obra.  A ação faz parte da iniciativa Verificado, da ONU, e conta com apoio da ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela de metrô. A obra de Ferrara retrata o impacto das perdas provocadas pelas mortes das lideranças indígenas. Quando se perde um ancião indígena, perde-se também parte da bagagem ancestral passada de geração para geração, além de histórias e conhecimentos fundamentais para a cultura de suas comunidades.: “Precisamos da convivência com nossos anciãos, a cultura está com eles”, afirma Kanynary Apurinã. A frase “O ancião é o nosso livro”, contida no mural e no vídeo, foi extraída de uma fala do jovem Apurinã em uma live realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em julho do mesmo ano. “Eu, como artista, estou buscando traduzir em imagem as mensagens e lutas dos povos indígenas. O protagonista é a mensagem, que é extremamente importante”, explica Tito Ferrara. Medindo 3,75 m por 16 m, o mural está localizado na altura do número 1.817 da rua da Consolação, na região central de São Paulo. O projeto, coordenado no Brasil pelo Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC RIO), conta com a colaboração da Purpose, uma das maiores organizações de mobilização social do mundo.

 

– Outro mural do artista Tito Ferrara, esse para a campanha “Doe Sangue. Salve Vidas!”, localizado no canteiro central da estação Pinheiros, entre as pistas Expressa e Local da Marginal Pinheiros. Em junho é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue, por isso, um muro da Estação Pinheiros da Linha 4-Amarela de metrô foi pintado especialmente com o objetivo de conscientizar e incentivar a população sobre a importância desse gesto de solidariedade. A ação, uma parceria entre a Abrale – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia e a Abrasta – Associação Brasileira de Talassemia com a ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela, integra a campanha “A pandemia parou o mundo. Mas a esperança não pode parar. Doe Sangue. Salve Vidas!”. Com o objetivo de dar visibilidade à campanha de doação e promover a conscientização da sociedade sobre o tema, um espaço de 73,83m² ganhou as cores e traços do artista Tito Ferrara. A obra será aplicada em muro que está localizado no canteiro central da estação Pinheiros, entre as pistas Expressa e Local da Marginal Pinheiros, e pode ser apreciado por quem passa pelo corredor que integra a Linha 4-Amarela com a Linha 9-Esmeralda, além dos motoristas que circularem pela via.

 

– Mural do artista Vespa ocupa o muro do Pátio da Vila Sônia, com o tema #ABRACEORARO.

Em fevereiro de 2021, o muro do Pátio Vila Sônia, localizado na Av. Eliseu de Almeida, 3171, em uma área operacional da Linha 4-Amarela de metrô, pertencente à ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da linha,foi pintado com uma homenagem aos pacientes portadores de doenças raras. Com o tema #ABRACEORARO, a iniciativa é uma parceria entre a ViaQuatro e a PTC Therapeutics, empresa biofarmacêutica global focada na descoberta, desenvolvimento e comercialização de medicamentos que proporcionam benefícios a pacientes com doenças raras. – Mural Metamorfose, do artista Milo Tchais, em muro da Estação São Paulo-Morumbi.

Usando como suporte um muro da Estação São Paulo-Morumbi (Linha 4-Amarela de metrô), o artista urbano Milo Tchais leva, por meio da arte, seu apoio aos familiares e amigos de vítimas da covid-19 no Brasil. A eles dedica o painel “Metamorfose”, um sopro de esperança e resiliência a quem perdeu alguém próximo. O trabalho de Milo, a ser realizado por conta de uma parceria firmada entre a agência de publicidade Longbsants Brasil com a ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela de metrô, começou a ser elaborado dia 14 de outubro e já está finalizado. O grafite tem aproximadamente 45 metros quadrados. “É uma obra para inspirar todos a respirar vida”, diz o artista. Por meio dos traços delicados e coloridos, o trabalho, que remete à metamorfose da borboleta, também homenageia a memória das 600 mil vítimas da doença no país, segundo dados das secretarias estaduais de Saúde.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. laurindo junqueira disse:

    Belas iniciativas! Prossigam nelas!

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