Um suspeito foi detido em Mauá, na Grande São Paulo
ADAMO BAZANI
O sistema de QR Code da bilhetagem TOP,dos transportes metropolitanos de São Paulo, já está sendo usado por criminosos que vendem os códigos impressos no mercado informal.
Um suspeito foi detido no último domingo (21) nas proximidades da estação Mauá da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), mas o caso foi revelado nesta quinta-feira, 25 de novembro de 2021.
ESQUEMA IMPRIME DE GRAÇA E VENDE POR R$ 4 CADA PASSAGEM
A Polícia Civil obteve informações de que golpistas estariam nas máquinas de QR Code do TOP nas estações de CPTM e Metrô e terminais de ônibus fazendo um procedimento que permite a impressão dos códigos com o cancelamento da compra posteriormente, ou seja, conseguem imprimir, mas não pagam nada.
Os códigos já impressos são vendidos no mercado clandestino por R$ 4 e, como são impressões oficiais, são aceitos normalmente nos validadores para os sistema de ônibus metropolitanos (sistema EMTU) ou trilhos (CPTM e Metrô).
O Diário do Transporte recebeu um vídeo mostrando como ocorre o procedimento, mas justamente para “não ensinar o golpe” não vai publicar a filmagem.
Entretanto, a facilidade neste procedimento de cancelar a compra chamou a atenção.
Por meio de nota à reportagem do Diário do Transporte, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) diz que os bilhetes haviam sido carregados de maneira fraudulenta e que o caso foi registrado como estelionato.
Um homem, de 43 anos, é investigado por crime de estelionato, desde às 6h do último domingo, após ser visto comercializando passagens fraudadas próximo à Estação de Mauá.
Funcionários da CPTM estavam trabalhando pelo local quando foram avisados por populares de que o homem estava vendendo passagens na porta da estação para que os passageiros não precisassem pegar filas. O suspeito foi localizado pelos funcionários e estava com bilhetes que, pela leitura dos QR codes, haviam sido carregados de maneira fraudulenta.
Ele foi encaminhado para a delegacia, onde prestou depoimento e os bilhetes foram apreendidos. O caso foi registrado como estelionato no 1ºDP de Mauá, que investiga os fatos.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
