Metroviários fazem manifestação na sede Metrô de São Paulo por causa de nova ameaça de desocupação de imóvel utilizado por sindicato

Segundo entidade trabalhista, empresa estaria dando prosseguimento à entrega de imóvel para construtora, mesmo com acordo para permanência

ADAMO BAZANI

Um grupo de representantes do Sindicatos dos Metroviários realiza desde a manhã desta terça-feira, 09 de novembro de 2021, um protesto na sede do Metrô de São Paulo contra um possível prosseguimento por parte da estatal da transferência do imóvel usado pela entidade trabalhista para uma construtora.

Como mostrou o Diário do Transporte, o local utilizado pelo sindicato desde 1990, na Rua Serra do Japi, no Tatuapé, zona leste da capital paulista, foi arrematado em 28 de maio de 2021, por R$ 14,4 milhões pela UNI 28 SPE Ltda.

O terreno pertence ao Metrô que nos anos 1990 cedeu o imóvel para o sindicato construir a sede.

Os metroviários dizem que o Governo do Estado havia se comprometido no Palácio dos Bandeirantes, em 29 de setembro de 2021, a deputados, a não dar prosseguimento ao processo de transferência para a incorporadora, mas que entre a semana passada e esta segunda-feira (08), a empresa continuou o procedimento.

Diante do protesto, segundo os metroviários, o presidente do Metrô, Silvani Alves Pereira, o secretário de Transportes Metropolitanos, Paulo José Galli, e o secretário de Projetos e Ações Estratégicas, Rodrigo Maia, discutem o assunto.

SOBRE O TERRENO

O imóvel localizado na Rua Serra do Japi, no Tatuapé, zona Leste de São Paulo, foi leiloado em 28 de maio de 2021.

O local utilizado pelo sindicato desde 1990 foi arrematado por R$ 14,4 milhões pela UNI 28 SPE Ltda, representada por Juliana Gomes Rocha Bouvier, arquiteta Coordenadora de Ciência Urbana e Novos Negócios na Porte Engenharia e Urbanismo.

Na sede da entidade além do prédio administrativo, existe uma quadra para atividades esportivas , onde historicamente são realizadas as reuniões do sindicato ao longo dos anos.

Atualmente caso for desocupado o espaço, não existe inicialmente outro edifício ou estrutura em que os sindicalistas representantes dos metroviários possam se instalar rapidamente

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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