OUÇA: De olho em expansão, aplicativo próprio e frota nova, Itapemirim apresenta novo CEO no setor de ônibus rodoviários
Publicado em: 8 de novembro de 2021
Florisvaldo Hudinik já atuou 20 anos na empresa e passou também pelo Grupo Progresso, Motta, Princesa dos Campos e, na capital paulista, na Transppass, do transporte urbano
ADAMO BAZANI
Ouça:
A Viação Itapemirim apresentou nesta segunda-feira, 08 de novembro de 2021, um novo CEO para operações rodoviárias, Florisvaldo Hudinik.
O executivo, que tem mais de 20 anos de experiência na própria Itapemirim na antiga gestão, ainda da família Cola, retorna ao grupo na atual administração de Sidnei Piva, após ter passado por outros grupos dos segmentos de ônibus, entre os quais, Grupo Progresso, Motta e Princesa dos Campos no setor rodoviário e, na capital paulista, na Transppass, do transporte municipal.
Hudinik conversou na manhã desta segunda-feira (08) com o Diário do Transporte e tem consciência do tamanho do desafio: reestruturar uma empresa cuja marca é forte e tradicional no setor rodoviário, mas que desde 2016 passa por um processo muitas vezes polêmico de recuperação judicial e que, ao mesmo tempo, necessita de uma atualização, tanto do ponto de vista tecnológico quanto um programa de fato de renovação de frota, uma vez que parte dos ônibus da Itapemirim é antiga e os mais novos, alugados, muitos inclusive sendo devolvidos.
A retomada da presença da Itapemirim no segmento de cargas também está no foco.
O executivo afirmou que as próximas semanas serão de reuniões para traçar planos de investimentos e metas para todos estes aspectos.
“O projeto é ‘startar”, tirar a empresa, do modal rodoviário desta situação que nós estamos. Isso passa por investimento de frota, passa por investimento em pessoas, passa por investimento em aplicativo, passa por investimento em transportes de cargas. São vários projetos que devem fazer parte do nosso desafio” – disse
Hudinik disse ainda ao Diário do Transporte, que a empresa não pode perder a oportunidade neste momento de retomada da economia e do setor de transportes com o avanço da vacinação contra covid-19.
Os fatores são favoráveis aos ônibus em detrimento do setor aéreo já que as pessoas ainda estão com a renda fragilizada, mas querem viajar; pela burocracia atual de viagem ao exterior e pelo dólar em alta que tem influenciado o poder de compra do real no exterior e também o preço das passagens aéreas.
Sobre a abertura de mercado rodoviário pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Hudinik disse defender a concorrência, mas critica os critérios atuais que induzem haver um excesso de procura de novas empresas para as linhas lucrativas, deixando de lado as ligações que possuem baixo retorno financeiro.
O executivo trabalhou na chamada “ponte rodoviária Rio-São Paulo”, que foi uma espécie de “pool de empresas”, no qual Viação Cometa ficou com 37,5 % de participação, a Expresso Brasileiro, com 32,5% e a Itapemirim, com 30 %. A “Ponte Rodoviária Rio – São Paulo” foi formalizada em 17 de janeiro de 1985 e era uma forma de tentar racionalizar os serviços em relação aos custos, ofertas de viagens e distribuição de ônibus.
O modelo foi descontinuado por erros de distribuição de custos e receitas, mas deixou lições.
Nesta época, Hudinik trabalhava na Itapemirim e, hoje de volta, defende o que chama de “alinhamento” entre empresas.
“Diante do próximo cenário, um alinhamento entre empresas se faz necessário. Não alinhamento no sentido de monopólio, mas um entendimento de mercado. Não adianta todo mundo sair e correr para o mesmo lugar que não vão chegar a lugar nenhum. Se o mercado não se alinhar, acaba prejudicando os clientes, as empresas e o sistema como um todo” – opinou.
As operações urbanas da Itapemirim prevista para São José dos Campos, no interior paulista, não estarão sob a gestão do novo CEO.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


A palavra de ordem é INOVAÇÃO, sim é preciso inovar em tecnologia, processos, e especialmente nas PESSOAS. Hoje o que se houve é o velho discurso, fala-se muito em PESSOAS, porém na prática é diferente, as PESSOAS ( empregados, clientes ) são literalmente esquecidos na busca do LUCRO, a ordem é lucrar, esquecem das pessoas, do empregado que faz a máquina produzir e do cliente que paga a conta. Antônio Carlos Alves/Economista Consultor.
O povo não sentiu falta na Princesa dos Campos, quem conheceu bem sabe que não foi aquela coisas sua administração e a empresa estagnou sem linhas novas e ainda uma média de frota mais velha que as outras empresas do Paraná.
Tomara que ela volte com tudo merecer ser a maior mais uma vez eu fa e cliente fiel da viação 👏🙏❤