Ônibus de São Paulo estreiam novo purificador de ar da Caio para eliminar vírus e bactérias do ambiente e superfícies

Equipamento solta no ar uma solução que neutraliza agentes nocivos à saúde e pode reduzir necessidade de constantes higienizações

ADAMO BAZANI

Ônibus do sistema municipal da capital paulista receberam uma tecnologia de purificação do ar interno do salão de passageiros e de superfície que promete eliminar agentes nocivos à saúde como vírus, bactérias, mofos, fungos, compostos orgânicos voláteis, alergênicos, odores e fumaça.

Trata-se de um purificador de ar de 24 V ligado à parte elétrica do ônibus com peróxido de hidrogênio (H2O2), uma solução que se dissipa facilmente em contato com o ar e é utilizado pela indústria de detergentes, alvejantes, sabões e, na medicina, como desinfetante ou agente esterilizante.

O sistema usa a tecnologia de oxidação avançada que permite a neutralização dos microorganismos.

O equipamento chama HALO-LED, da Mercato Automação, uma das empresas fornecedoras da fabricante de carrocerias Caio.

O sistema passa a integrar o pacote de biossegurança chamado Caio Protect, desenvolvido pela divisão de Inovação e Produtos Especiais da Caio, OniPlus.

O engenheiro de produto da Caio, Rafael Ting Sun Guimarães, destaca em nota que “o equipamento é de fácil e rápida instalação, tanto em ônibus zero km como nos já em operação, não sendo necessárias alterações na carroceria ou mudanças na configuração do veículo.  O tempo médio de instalação é de 50 minutos e o aparelho não fica visível no salão interno. Outro atributo é que o equipamento possui baixo consumo de energia.”

Outra promessa da fabricante é que a nova tecnologia proporciona economia à empresa de ônibus, já que, com a ação ativa (sistema de purificação contínua) no ar e nas superfícies, quanto mais o veículo estiver em operação, mais eficiente o sistema se torna, saturando o ar por meio da equalização interna, auxiliando no tratamento de outros contaminantes trazidos pelos passageiros e pela abertura das portas.

Em outras palavras, a higienização do salão interno acontece sem a necessidade de o veículo permanecer parado ou da aplicação de produtos por mão de obra especializada, que utiliza EPIs, além de controles, estocagens e descartes com respeito às regras ambientais, itens que representam custos elevados ao frotista.

O equipamento tem uma lâmpada incorporada à área de trabalho do motorista, que aponta se a emissão do componente purificante está efetiva, mostrando a confiabilidade do produto.

Na mesma nota, diretor industrial do Grupo Caio, Maurício Lourenço da Cunha, disse que o equipamento não requer nenhuma alteração na configuração do ônibus.

 “É uma tecnologia que agrega alta proteção contra vírus e bactérias, necessidade perene a partir dos acontecimentos dos últimos anos, com a preservação da usabilidade e design interno dos ônibus”.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Marcos Borges disse:

    Interessante essa ideia.Mas será que não é igual o ar condicionado que sempre tem que ter uma equipe pra fazer a limpeza e manutenção?Se precisar disso que tenha umas equipes boas pra preservar o equipamento. Parece muito boa essa ideia. Dando certo que seja implantada em todos os ônibus.

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