Viação Paraty passa a operar linha suburbana entre São Carlos e Araraquara

Artesp deferiu pedido da empresa em caráter experimental por 90 dias

ALEXANDRE PELEGI

A Viação Paraty solicitou à Artesp, Agência reguladora dos Transportes de SP, permissão para operar a linha suburbana entre São Carlos e Araraquara.

A Diretoria de Procedimentos e Logística (DPL) da Agência deferiu a solicitação, determinando que a operação será realizada em caráter experimental pelo prazo de 90 dias.

O despacho do Diretor do DPL foi publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira, data a partir da qual a Paraty terá 15 dias para iniciar a operação.

As duas cidades do interior paulista são ligadas pela Washington Luís, com apenas 44 km de distância entre elas. Há um grande fluxo de passageiros entre os dois municípios, ambos quase que do mesmo porte, e que juntos somam 500 mil habitantes.

A Paraty opera o transporte urbano de várias cidades da região de Araraquara, onde tem sua sede principal. Atua também em linhas suburbanas em cidades como Matão e Américo Brasiliense.

LINHAS REGULARES

A ligação direta entre as duas cidades é operada pelo serviço regular em ônibus das empresas Cruz e VB Transportes.

O Serviço Regular Rodoviário apresenta, entre outras características, a operação entre terminais rodoviários ou agências de venda de passagens, utilização de veículos com poltronas individuais numeradas, bagageiro externo e proíbe o transporte de passageiros em pé.

As viagens são realizadas com número reduzido de paradas, e é proibido os embarques e desembarques ao longo do percurso.

Já o Serviço Suburbano, o que será operado pela Paraty, apresenta a cobrança de passagens no interior do veículo e paradas efetuadas em pontos e abrigos dispostos ao longo do trajeto. Os ônibus utilizados são do tipo urbano convencional, com portas independentes para embarque e desembarque.

Os assentos não são numerados, e é permitido o transporte de passageiros em pé.

Outra característica importante do serviço suburbano é a utilização de vias em regiões com densidades demográficas significativas, com alta renovação de passageiros ao longo do percurso. Devido às frequentes paradas, proporciona viagens com velocidade média inferior àquelas realizadas no serviço rodoviário.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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