Emplacamentos de ônibus acumulam alta de 4,42% de janeiro a setembro, diz Fenabrave, mas cenário não é otimista

Já entre agosto e setembro, queda foi de quase 30%

ADAMO BAZANI

Os emplacamentos de ônibus acumulam entre janeiro e setembro de 2021 alta de 4,42% em comparação com semelhante período de 2020, ano fortemente atingido pelos impactos econômicos da pandemia de covid-19.

O resultado foi divulgado nesta segunda-feira, 04 de outubro de 2021, pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, que reúne as concessionárias.

Nos nove primeiros meses de 2021, foram emplacados 13.660 ônibus e, no mesmo intervalo de tempo de 2020, foram 13.082 coletivos.

Um dos destaques da divulgação desta segunda-feira (04) no caso dos ônibus, foi a queda de 28,39% entre agosto e setembro deste ano de 2021. Em agosto, foram emplacados 1.624 ônibus e em setembro, 1.163.

Na comparação entre setembro de 2021 e setembro de 2020, a queda é expressiva também: 24,28%, com 1.163 ônibus em setembro de 2021 e 1.536 em setembro de 2020.

Para outubro, a projeção da Fenabrave é que os emplacamentos de ônibus subam apenas 1,1% em relação a setembro, percentual bem menor aos 10,6% previstos em julho e 8,2% em janeiro.

O presidente da entidade, Alarico Assumpção Júnior, destacou por meio de nota que as empresas de ônibus ainda estão mantendo a cautela na renovação de frota.

“Neste ano, é o segmento com menor crescimento em relação a 2020, mas é algo até compressível, em função da pandemia e das restrições de circulação, que vigoraram no primeiro semestre de 2021” – opinou.

Em relação a todos os segmentos de veículos, o executivo destacou a falta de componentes eletrônicos que está impactando a produção.

“A falta de veículos novos, em função da escassez de componentes na indústria, é um fenômeno global, que atinge outros países, como os Estados Unidos, por exemplo. Vivemos, hoje, possivelmente, o ponto mais crítico dessa crise de abastecimento de veículos, mas acredito que, nos primeiros meses de 2022, teremos uma clareza maior sobre a resolução do problema” – disse.

Diante do quadro, a Fenabrave também anunciou a revisão das projeções para o ano. Na análise, divulgada em julho, havia expectativa de crescimento de 13,6% sobre 2020, considerando todos os segmentos de veículos. Agora, a projeção aponta alta de 11,1% para todo o setor.

“Estamos diante de muitas incertezas e da maior crise de abastecimento de veículos já vivida, nos últimos anos. Isso nos fez reduzir as expectativas de crescimento para o ano, infelizmente”, alertou Alarico Assumpção Júnior, na nota.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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