Rodoviários do Leste Fluminense sinalizam greve

Negociações estão em andamento e ainda não foram definidas datas para as possíveis paralisações. Foto: Divulgação.

Segundo a categoria, paralisação pode ser realizada caso as empresas neguem reajuste salarial

JESSICA MARQUES

Os trabalhadores rodoviários do Leste Fluminense sinalizaram a possibilidade de greve de ônibus na região. A paralisação pode afetar os passageiros de Niterói, Maricá, Itaboraí, São Gonçalo e Tanguá.

Segundo a categoria, uma paralisação pode ser realizada caso as empresas neguem reajuste salarial. Nesta semana, foram realizadas assembleias para definir os próximos passos.

De acordo com o presidente do Sintronac (Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo), Rubens dos Santos Oliveira, as empresas têm condições de realizar o reajuste salarial, devido à contenção de despesas.

Em entrevista à mídia local, Oliveira afirma que as empresas demitiram 30% dos profissionais, o que representa 3,9 mil funcionários. Além disso, houve redução de até 50% da frota.

Ao longo da semana, os trabalhadores também estiveram reunidos com empresas da região para negociações de percentuais de reajuste. As reuniões ainda estão sendo realizadas.

OUTRO LADO

Em nota, o Setrerj (Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro) se posicionou sobre a sinalização dos trabalhadores.

Confira:

1)      Reconhece a legitimidade das reivindicações e é solidário aos rodoviários neste momento em que o transporte público vive a maior crise de sua história, com o esgotamento financeiro das empresas e a possibilidade real de paralisação das atividades. 

2)      É de conhecimento público que a grave crise que atinge o transporte coletivo provocou forte impacto na operação das empresas, pressionadas pela redução atual de 35% dos passageiros pagantes e do aumento dos custos, como o reajuste dos principais insumos, principalmente o óleo diesel, que já registou este ano elevação de mais de 50%. Com o agravamento da crise devido à pandemia de Covid-19, as empresas sentem mais ainda os efeitos do desequilíbrio econômico-financeiro provocado pelo congelamento da tarifa há dois anos nos sistemas de linhas municipais e intermunicipais de ônibus. É preciso ressaltar que desde o início da pandemia, o setor de ônibus perdeu quase 1 bilhão de passageiros no Estado do Rio. 

3)      O Setrerj reforça que está empenhado em garantir a preservação dos empregos dos rodoviários mesmo diante da mais severa crise econômica, que impõe a necessidade de se discutir de forma urgente um novo modelo de financiamento para o transporte público.

4)      Desta forma, torna-se imprescindível a participação do poder concedente em busca de soluções que possam apoiar as empresas de transporte a superar esta grave crise financeira, com a adoção de medidas efetivas para a preservação do sistema público de transporte por ônibus.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

 

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