A partir de quarta (29), valor para as distribuidoras passará de R$ 2,81 para R$ 3,06 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,25 por litro
JESSICA MARQUES
A Petrobras anunciou nesta terça-feira, 28 de setembro de 2021, um novo aumento no preço do diesel. O reajuste será equivalente a 8,9%.
A partir de quarta (29), o preço médio de venda de diesel A da Petrobras, para as distribuidoras, passará de R$ 2,81 para R$ 3,06 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,25 por litro.
Considerando a mistura obrigatória de 12% de biodiesel e 88% de diesel A para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço do diesel na bomba passará a ser de R$ 2,70 por litro em média, uma variação de R$ 0,22.
Segundo a Petrobras, o ajuste “é importante para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras. Reflete parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo e da taxa de câmbio”.
Em nota, a Petrobras justifica ainda que o aumento está sendo feito após 85 dias com preços estáveis, “nos quais a empresa evitou o repasse imediato para os preços internos devido à volatilidade externa causada por eventos conjunturais”.
As empresas de transportes demonstraram novamente preocupação com o novo reajuste.
Em nota, por exemplo, o Rio Ônibus, que representa as empresas de ônibus do Rio de Janeiro, informou que mais este aumento piora a crise dos transportes na cidade.
O novo anúncio de alta no preço do óleo diesel é mais um duro golpe para o setor de transportes por ônibus no Rio de Janeiro. Com tarifas congeladas, queda de passageiros, especialmente na pandemia, e a demora do poder público em colocar em prática soluções que promovam o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, o combustível já é o insumo mais caro no orçamento das empresas. A soma de 51% de aumento no diesel só em 2021 é um dos principais vilões para quem utiliza transporte público, pois agrava os demais problemas que já levaram ao fechamento de 16 empresas e à entrada em recuperação judicial de outras 11 e também de dois consórcios. A cada disparada no valor do óleo diesel, mais dificuldade as empresas têm para colocar suas linhas em operação regular.
Jessica Marques para o Diário do Transporte
