Recife (PE) implanta Faixa Azul na Avenida Visconde de Jequitinhonha

Mais de 65 mil passageiros devem passar pelo trecho, segundo a Prefeitura. Foto: Rodolfo Loepert/PCR.

Ao todo, são mais de dois quilômetros destinados ao tráfego de ônibus do transporte coletivo

JESSICA MARQUES

A Prefeitura do Recife informou, em nota, que já iniciou a implantação da Faixa Azul na Avenida Visconde de Jequitinhonha, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife.

O trecho possui 2,2 quilômetros de extensão, entre a Rua Capitão Zuzinha e Avenida Armindo Moura. As obras são realizadas por meio da Sepul (Secretaria de Política Urbana e Licenciamento) e da CTTU (Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano).

“São mais de 2 quilômetros que vão permitir que 65 mil pessoas passem por dia aqui no transporte público, tendo a sua priorização. Com isso, o tempo de deslocamento é reduzido. Ela vai complementar os outros 6 quilômetros que passam pela Herculano Bandeira  e Domingos Ferreira, isso criando uma rede de mais de 8  quilômetros e reduzindo em até 15 minutos o deslocamento. É nossa obrigação priorizar o transporte público e fazer com que ele possa melhorar a cada dia”, afirmou o prefeito João Campos, em nota.

Segundo a Prefeitura, o novo trecho vai ser uma continuidade dos 6 quilômetros de Faixa Azul já existentes no corredor centro-sul, nas avenidas Herculano Bandeira e Domingos Ferreira. Ao todo, o Recife possui 67 quilômetros de corredores exclusivos, sendo 45 quilômetros implantados desde 2013 com o Projeto Faixa Azul, que já beneficia mais de 1 milhão de passageiros de ônibus todos os dias.

Diariamente, 48 mil pessoas circulam em carros particulares na Avenida Visconde de Jequitinhonha, o que representa menos que os passageiros de ônibus, que somam 65 mil diariamente.

PESQUISA

De acordo com a pesquisa de origem e destino desenvolvida pelo Instituto Pelópidas Silveira, mais de 78% dos recifenses vão ao trabalho utilizando um dos seguintes meios: transporte público, bicicleta ou a pé, o que revela a importância das faixas azuis na cidade. Para além dos grandes corredores, a CTTU garante a mobilidade dos ônibus nas periferias por meio de disciplinamento de estacionamentos e intensificação das fiscalizações para coibir irregularidades como parada sobre calçada e estacionamentos em locais em desacordo com a sinalização e, dessa forma, garante espaços nas vias aos transportes coletivos.

“Em qualquer cidade do mundo, o transporte público é o meio mais eficiente para solucionar problemas de mobilidade e reduzir congestionamentos, além do que polui menos que os automóveis. E até mesmo do ponto de vista da segurança viária é mais vantajoso: um estudo mostra que as chances de sofrer um sinistro de trânsito é até 90 vezes menor para os usuários de transporte público, se comparado aos motociclistas, por exemplo”, explica o coordenador na Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global no Recife, Gustavo Sales, em nota.

De acordo com um cálculo realizado pela NACTO-GDCI, referência mundial em mobilidade urbana, um mesmo grupo de 50 pessoas ocupa 400 metros quadrados para se deslocar em carros particulares, considerando a taxa de ocupação de 1,2 passageiros por veículo – estimada em Recife. Se essa mesma quantidade de pessoas utilizar o transporte público, ocupa 36 metros quadrados, ou seja, mais de 10 vezes menos espaço.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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