Pagamentos de tarifa por aproximação crescem 120% no MetrôRio durante a pandemia

Transações são feitas nas estações e nos ônibus do “metrô na superfície” por meio de cartões de transportes, bancários, celulares, relógios e pulseiras

ADAMO BAZANI

O MetrôRio informou nesta terça-feira, 14 de setembro de 2021, que os pagamentos de tarifas com a tecnologia de aproximação cresceram 120% durante a pandemia de covid-19 em comparação com o ano de 2019.

A tecnologia chamada NFC é aceita nas estações e nos ônibus do “Metrô na Superfície” que também integram o sistema.

De março de 2020 até a primeira quinzena de 2021, a concessionária diz ter registrado 1,3 milhão de transações pelo método NFC.

Ainda de acordo com o MetrôRio, 97% dos passageiros que usaram o método uma vez, voltaram a pagar com a tecnologia de aproximação.

Segundo a empresa, a estação com maior número de utilizações do serviço é a Carioca, com 10% dos embarques, seguida de Jardim Oceânico (7,7%), e Botafogo (7,3%).

Cada passageiro utiliza o meio de pagamento, em média, duas vezes por dia.

Desde o lançamento em 2019, a concessionária diz ter registrado mais de 2,1 milhões de pagamentos realizados no sistema metroviário e nas linhas de ônibus do Metrô na Superfície (MNS).

Em outubro de 2021, as linhas de ônibus do Metrô na Superfície (MNS) completarão um ano da implantação do pagamento de passagens por meio da tecnologia NFC.

“Esse foi o primeiro projeto de integração tarifária que passou a contar com transações por aproximação na América Latina, utilizando cartões da Visa. O pagamento digital no sistema do MNS, porém, já vale para clientes dos cartões Elo. Nas duas bandeiras, a tarifa é cobrada somente na primeira passagem, no momento do embarque nos ônibus ou no acesso às estações. O cliente pode completar a viagem em um intervalo de até duas horas sem uma nova cobrança.” – explica por meio de nota.

A praticidade e rapidez para o uso e a dispensa do uso de dinheiro, uma preocupação na pandemia por ser visto como uma forma de contágio pelo vírus causador da covid-19, estão entre os motivos apontados pelos passageiros que optaram pelo NFC, segundo o MetrôRio.

A maior parte das operações com NFC, 89%, foi feita por meio de cartões pré-pago, crédito e débito da Visa, Elo e Mastercard.

As bandeiras de cartões Visa e Elo são aceitas também nos validadores dos ônibus na superfície, além das catracas das estações.

Os pagamentos realizados por outros dispositivos habilitados como celulares, relógios e pulseiras foram responsáveis pelos outros 11% do total.

O sistema funciona ainda para quem usa Apple Pay, Samsung Pay e Google Pay no celular. A cobrança da tarifa é debitada diretamente na fatura ou na conta corrente, sem custo adicional ou taxas, ainda de acordo com o MetrôRio.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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