Jotur, de Santa Catarina, entra em recuperação judicial

Empresa é a segunda maior da Grande Florianópolis

WILLIAN MOREIRA

A empresa Jotur que opera o transporte coletivo em Florianópolis e nas cidades de Palhoça, São José e Biguaçu, entrou com um pedido de recuperação judicial nesta semana, se juntando às empresas Enflotur, Estrela, Canasvieiras e Insular que seguiram pelo mesmo caminho.

Segundo informações do Jornal NSC Total, a crise no setor é grande e tem como consequência direta a pandemia da covid-19, que diminuiu significativamente o número de passageiros.

No caso da Jotur, as dívidas somam R$ 41 milhões para 930 credores.

A empresa transporta atualmente 22 mil passageiros por dia, 30 mil a menos do normal praticado antes da pandemia.

Essa operação é efetuada com 80 ônibus distribuídos em 60 linhas, e com 310 trabalhadores, número já reduzido.

O plano de recuperação prevê ampliar os serviços conforme a demanda de passageiros, recontratando pessoas desligadas da empresa e posteriormente renovar a frota de veículos, vendendo os cerca de 30 ônibus antigos que se encontram parados sem uso.

Outro fator determinante na crise do transporte público, é que após a retomada das restrições, uma parcela considerável de passageiros vem migrando também para o uso de outros meios de transporte, como veículos por aplicativos e bicicletas.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. carlos souza disse:

    Falência ética e moral generalizada.Os tempos já chegaram ao fim e não são essas ditas profecias que dizem.Profecia é só conversa pra boi dormir.É fato e o fato tem nomes:pandemia,hipocrisia,crimes,terrorismo,negacionismo,inexistência total e generalizada de ética e transparência,mentiras,fake news,corrupção….É.Aceitem.O mundo já acabou faz tempo.

  2. Gleice Kellen de Sena Mesquita Reis disse:

    Um estado tão rico e com o transporte público decadente ! O povo está usando outro tipo de transporte, pq não há ônibus suficiente pra atender a população. Onde já se viu, sair do bairro Bela vista em Palhoça até a pedra branca e ter que pegar 2 ônibus! Tem que colocar outras empresas pra trabalhar nas cidades e dá um transporte público digno a população. Sou de Belém do Pará, temos lá inúmeras empresas de ônibus que atendem muito bem o povo, com um único ônibus você sai da capital e vai para várias cidades das grande Belém, pagando somente uma passagem. Não entendo essa situação aqui na grande Florianópolis! Indignada com essa situação.

  3. Andreia Alfen disse:

    É claro que vamos migrar para outros meios, pois os horários de ônibus são reduzidos, ônibus lotados sem bancos disponível pra sentar, e um trajeto que de carro levo 10 minutos, de ônibus faço em 1:00h , isso se não tiver filas, detalhe, ainda tenho que pegar dois ônibus pra chegar no meu destino.

  4. João Batista da Silva disse:

    O que causou tudo isso não foi a pandemia mas sim os decretos inconstitucionais do governardor Moisés Faraó e do prefeito ditador de florianópolis o Kim Gean UN. Em lugar nenhum do brasil parou o transporte publico por 3 meses, isso tudo com a benção do sindicato que sempre teve o sonho de quebrar as empresas para poder estatizala. A conta chegou, e os funcionários que pagaram a conta, ja que foram demitidos após um acordo do sindicato com as empresas para pagar a rescisão em 16x. No final das contas os demitidos não receberam um centavo se quer, nem o salário referente aos dias trabalhado, exatamente pq as empresas entraram com a recuperação judicial. Resumindo: sindicato levantou a bola e as empresas chegaram chutando e fazendo em gol de placa.

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