Eletromobilidade

Escavações de túneis para os trens da linha 6-Laranja do Metrô devem durar 30 meses

Equipamento está em montagem

Perfuração até 31 de dezembro de 2021 para o trecho sul. Já para o trecho norte, os trabalhos devem começar até abril de 2022

ADAMO BAZANI

O governo do Estado de São Paulo e o consórcio liderado pela espanhola Acciona realizaram nesta terça-feira, 17 de agosto de 2021, cerimônia para apresentar a descida para as escavações da “roda de corte” da tuneladora (tatuzão), equipamento responsável pela perfuração do túnel no sentido sul, que compreende o trecho entre as estações Santa Marina e São Joaquim.

As escavações começam até 31 de dezembro de 2021 no trecho sul. Já para o trecho norte, os trabalhos devem começar até abril de 2022.

O trecho norte vai de Santa Marina até a Vila Brasilândia.

De acordo com o diretor-geral da Acciona, André De Angelo, o túnel do trecho norte, que terá 5,3 quilômetros, vai contar com as escavações concluídas em 17 meses, e o trecho sul, que tem em torno de dez quilômetros, terá as escavações finalizadas em, aproximadamente, 30 meses, contanto com o início dos trabalhos.

A roda de corte é apenas uma das partes do “tatuzão”, que ainda está sendo montado.

A obra estava parada desde 2016 e sua retomada foi definida com a troca do consórcio que será responsável pela construção e operação (Veja abaixo o histórico)

A intervenção possui 15 frentes no total.

O Canteiro de Obras da VSE (Ventilação e Saída de Emergência) Tietê da Linha 6-Laranja, onde houve a descida da roda de corte, é uma delas.

De acordo com o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, o lote 09, que conta com cinco estações, ainda necessita de licenciamento da Cetesb.

A estação Perdizes deve ser a última a receber este licenciamento.

LINHA 6 – LARANJA:

Retomada das obras: 06 de outubro de 2020

Previsão de entrega total: outubro de 2025

Construção e operação em PPP – Parceira Público Privada: Concessionária “Linha Universidade Participações S.A.”, liderada pelo grupo espanhol Acciona

Antigo Consórcio: Consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC.

Extensão: 15,3 km de extensão, entre a Vila Brasilândia (zona Noroeste) a Estação São Joaquim (região central)

Valor do empreendimento: R$ 15 bilhões

Frota: 22 trens

Demanda diária: 630 mil passageiros

Estações: Brasilândia, Vila Cardoso, Itaberaba, João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Pompeia, Perdizes, Cardoso de Almeida, Angélica, Pacaembu, Higienópolis-Mackenzie, 14 Bis, Bela Vista e São Joaquim

Prazo de contrato: 19 anos para manutenção e operação.

Tempo de percurso em toda a linha: 23 minutos

Integrações: Sistemas de ônibus e linhas 1-Azul do Metrô, 4-Amarela operada pela concessionária ViaQuatro e 7-Rubi e 8-Diamante, ambas da CPTM

No dia 07 de julho de 2020 terminou a última prorrogação do processo do contato de caducidade com o Consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC.

O contrato era do Consórcio MOVE São Paulo, responsável pela construção da linha 6 Laranja do Metrô (Vila Brasilândia/São Joaquim).

O MOVE São Paulo, formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC, assumiu o contrato de construção em 2015, mas entregou até a paralisação dos serviços, em 02 de setembro de 2016, apenas 15% das obras.

As obras estão paradas desde setembro de 2016 e assim como a atuação da MOVE SP foi controversa, a entrada da Acciona foi marcada por uma novela com ameaça do grupo espanhol não assumir o contrato, contestando valores e condições, tudo isso mesmo depois do anúncio pelo governador João Doria.

O anúncio de que a Acciona assumiria o contrato foi feito em 07 de fevereiro de 2020 pelo governo paulista. Relembre: Linha 6-Laranja do Metrô terá obras retomadas pela Acciona

A linha 6 é uma PPP – Parceria Público Privada prevê a construção, os trens e a operação da linha.

A Acciona, conglomerado espanhol formado por mais de 100 empresas e com sede em Madri, atua no Brasil desde 1996, onde conta com mais de 1500 profissionais em unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco.

Deteve por 10 anos a concessão da chamada Rodovia do Aço (BR-393), além de ter participado das obras do Porto do Açu, no Rio de Janeiro, além de dois lotes do Rodoanel Norte, em São Paulo.

Venceu licitações para a construção de linhas e estações de metrô em São Paulo (SP) e Fortaleza (CE).

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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