Gestão Paes abre crédito suplementar de mais R$ 3 milhões para intervenção no BRT-Rio

Sistema de corredores deve ser licitado no início de 2022; Apesar dos trabalhos da prefeitura, infraestrutura e condição da frota estão entre os problemas

ADAMO BAZANI

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, fez mais um remanejamento de recursos do orçamento para a intervenção no BRT-Rio.

São mais R$ 3 milhões.

O decreto 49.529, abrindo “crédito suplementar ao Orçamento Fiscal da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, no valor de R$ 3.000.000,00, em favor do Fundo de Mobilidade Urbana Sustentável – FMU” foi publicado nesta terça-feira, 10 de agosto de 2021.

Como vem mostrado o Diário do Transporte, têm sido constantes os remanejamentos, previstos em lei, na intervenção que é uma tentativa de recuperar o BRT que se degradou.

Apesar de algumas ações da prefeitura e até mesmo da iniciativa privada, como o Magazine Luíza que anunciou recuperar ônibus e estações em troca de marketing; condições de frota, quantidade de ônibus ainda insuficiente e infraestrutura de estações e pavimentos em más condições atrapalham a vida de quem depende do BRT.

Parte da população não colabora também, com frutos de equipamentos e vandalismo nas estações e ônibus, além do fato de o BRT ser alvo do crime organizado que tenta controlar parte dos transportes por vans na periferia.

Em 07 de abril de 2021, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, apresentou detalhes do plano de recuperação econômica, operacional e de qualidade do sistema de corredores de ônibus. O sistema está degradado, com déficit financeiro e operava na época do anúncio com apenas  40% da frota indicada, situação essa motivada não pela causa da redução da demanda em decorrência da pandemia, mas pela quebra dos ônibus.

Entre os principais pontos do anúncio estavam, na ocasião:

– A licitação para conceder novamente o BRT à iniciativa privada só deve ser realizada em 2022;

– A prefeitura estuda separar a concessão da operação e da aquisição de frota, além de cogitar a possibilidade de conceder as estações à parte.

– Segundo Eduardo Paes, para restaurar o BRT, serão necessários em torno de R$ 133 milhões.

– Até setembro devem estar operando 241 ônibus articulados: A prefeitura constatou que de 297 articulados em três garagens na cidade, 56 estavam inoperantes (já canibalizados) e, portanto, de difícil e demorada recuperação. Outros 94 veículos estavam parados por falta de peças e com o devido investimento terão um prazo de três meses para retornar às ruas. Já 27 articulados precisavam de pequenos reparos e, com um aporte financeiro menor.

– 46 estações fechadas estavam por vandalismo e roubo devem ser reabertas até setembro de 2021, fim do primeiro período de intervenção.

– O projeto do BRT TransBrasil vai voltar a contar com as estações previstas na versão original. Por exemplo, a inclusão novamente de quatro estações entre Deodoro e o Trevo das Margaridas. Não haverá trechos com asfalto, somente com concreto.

– A prefeitura estuda levar o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) até o terreno do Gasômetro, na Zona Portuária da capital. A obra faria com que o VLT fosse integrado ao BRT Transbrasil. Os técnicos da prefeitura acreditam que o prolongamento seria mais fácil do que levar o BRT Transbrasil até à região central.

– Projeto BRT Presente: Uma espécie de operação delegada com policiais militares e guardas civis de folga fazendo um “bico oficial”. Alguns policiais começaram a atuar no sistema, mas houve problemas em relação ao pagamento do convênio.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. João Luis Garcia disse:

    Estão sentindo na pele o alto custo do sistema BRT do Rio de Janeiro, após a intervenção
    É fácil remanejar recursos de outras áreas para subsidiar o modal do BRT quando quem o administra é o próprio Poder Público

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