História

Estradas Virtuais: exposição da Abrati traz a história do design no transporte como parte importante da memória afetiva do passageiro

Uma das telas da Exposição: o projeto Itapemirim, quando o teto do ônibus ainda não era utilizado. Projeto de João de Deus e Carlos Ferro, de 1967

Trazendo depoimentos de verdadeiras lendas do design das pinturas de ônibus, a abertura da Exposição mostrou que ainda há muito a recordar, e por isso mesmo muito a preservar

ALEXANDRE PELEGI

Uma viagem no tempo do transporte por ônibus movida a cores e formas.

Esta é maneira mais simples de explicar o conceito da Exposição Estradas Virtuais, que a partir de hoje está “em cartaz” no site da Abrati, a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros.

Mas atenção, nenhum texto substitui a sensação visual que as várias fotos expostas nessa primeira fase da exposição provocam em quem a visita. Nem supera os primeiros depoimentos recolhidos até hoje.

Como lembrou a diretora da Associação, Letícia Pineschi, a Exposição é um processo permanente e dinâmico, porque estará sempre acolhendo mais e mais histórias e imagens, depoimentos e causos da área do transporte rodoviário e urbano.

Como o catálogo da exposição ressalta, o roteiro espelha a união do transporte e o design que contribuiu para derrubar as barreiras que separam as pessoas de seus destinos, tornando a viagem algo agradável, ao interpor-se entre o cinza do asfalto e o roxo da saudade…

Trazendo depoimentos de verdadeiras lendas do design, a abertura da Exposição mostrou que ainda há muito a recordar, e por isso mesmo muito a preservar.

Começando com a experiência histórica de três empresas – Marcopolo, Volvo e Comil –, recheado com fotos e textos históricos, o catálogo traz também uma homenagem aos principais pioneiros do design.

Nomes como João Carlos de Deus, o saudoso Carlos Ferro (representado pelas filhas Chiara e Mariana), Paulo Gandolfo e a equipe da Missemota Arquitetura e Design, contaram um pouco de suas experiências e recordaram um pedacinho da história que cada pintura de ônibus representa para passageiros, admiradores, e técnicos da área.

Armando Villela, outro homenageado, não pode participar.

Prepare-se para conhecer (ou recordar) pinturas que formaram memórias e até hoje encantam os viajantes das estradas brasileiras.

Ou, como lembrou hoje João de Deus, o desafio que todos os arquitetos e designers tiveram de enfrentar o branco, cor comum a todos os ônibus recém-saídos das fábricas. E a partir dele, criar um conceito que atravessou o tempo.

 

A magia de como esses artistas conseguiram transformar o ônibus numa “embalagem” que traduz signos e cores, permeando a paisagem urbana e a paisagem humana, é parte indissociável da memória do transporte no Brasil.

Para conhecer a Exposição, basta clicar no link: CATALOGO-EXPOSICAO-ESTRADA-VIRTUAL-JUL-2021 ou visitar o site da ABRATI.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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