CPTM estende contrato de restauração da fachada da estação Luz em mais cinco meses e R$ 485 mil

Foto: Diário do Transporte

Assinado em junho de 2019, prazo da obra era de 12 meses, com valor inicial de R$ 2,2 milhões

ALEXANDRE PELEGI

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM fez um aditamento ao contrato  para restauração da fachada da estação Luz, lado da Rua Mauá, no valor de R$ 485.637,02.

O Extrato do aditamento foi publicado no Diário Oficial do Estado na quinta-feira, 15 de julho de 2021.

Além do valor financeiro, o aditamento prorrogou o prazo de execução dos serviços em cinco meses.

A empresa contratada Estudio Sarasá Conservação e Restauração S/S Ltda é a responsável pela obra.

O contrato original foi assinado no dia 23 de junho de 2021, com prazo de 12 meses e valor de R$ 2.181.383,37. Com o aditamento, o valor total da obra passa para R$ 2.667.020,39.

Em nota encaminhada ao Diário do Transporte, a CPTM explica que “a ampliação do prazo para execução da obra foi necessária em virtude de alguns fatores que impactaram o andamento dos serviços, como questões climáticas comuns em obras de restauração externa e, principalmente, pelas restrições impostas pela pandemia da Covid-19, com indisponibilidade de mão-de-obra, de materiais e atividades da indústria e comércio”.

O aviso de licitação foi publicado em 21 de dezembro de 2019, marcando a Sessão Pública de abertura dos envelopes para 27 de janeiro de 2020. O resultado final do certame saiu no dia 17 de março de 2020, quando a empresa Estudio Sarasá foi declarada habilitada e vencedora do certame.

A Estação da Luz hoje recebe as linhas 7 – Rubi (Luz – Francisco Morato – Jundiaí) e 11 Coral (Luz – Estudantes/Mogi das Cruzes) e os serviços Expresso Aeroporto da linha 13-Jade e Expresso 10+ da linha 10 – Turquesa, este último que só funciona aos sábados.

A estação também abriga o Expresso Turístico da CPTM, que faz viagens em trem histórico entre a Estação da Luz e Paranapiacaba, Mogi das Cruzes e Jundiaí.

A Estação é a segunda mais movimentada da CPTM, com cerca de 150 mil passageiros por dia, ficando atrás apenas da Estação Brás, que registra em torno de 170 mil passageiros diários (dados de antes da pandemia).

Local tombado pelo patrimônio histórico desde 1982, a estação foi construída entre 1895 e 1901 para atender à demanda da produção cafeeira, com estrutura metálica inglesa. Qualquer obra, por menor que seja, deve ser aprovada por órgãos de preservação da memória.

O espaço é sede também do Museu da Língua Portuguesa.

INCÊNDIOS

A Estação da Luz já foi alvo de dois grandes incêndios.

O primeiro foi em 06 de novembro de 1946, quando chegava ao fim da concessão da linha aos ingleses que comandavam a empresa SPR – São Paulo Railway, responsável pela construção e operação da ligação entre Santos e Jundiaí, que começou a funcionar em 1867, sendo a primeira ferrovia do Estado de São Paulo. Hoje o trajeto é coberto em parte pela linha 7-Rubi da CPTM (Luz/Francisco Morato/Jundiaí) e linha 10-Turquesa (Brás/Santo André/Rio Grande da Serra). O trecho entre Rio Grande da Serra e Santos só recebe atualmente trens de carga, mas o Governo do Estado quer incluir a ligação até o litoral paulista num projeto de trem de passageiros, muito embora, a ligação deve ser a última a ser concretizada dentro das propostas para os serviços de TIC – Trem Intercidades.

O segundo grande incêndio foi mais recente.

No dia 21 de dezembro de 2015, as chamas destruíram o Museu da Língua Portuguesa, na área da estação.

O bombeiro civil Ronaldo Pereira da Cruz, que trabalhava para o Museu, morreu após sofrer uma parada cardiorrespiratória.

Como mostrou o Diário do Transporte, a CPTM quer fazer uma série de adequações e modernizações na Estação da Luz, mas a maior parte das intervenções requer aprovação de órgãos de preservação histórica porque a edificação é tombada.

Em agosto deste ano, o Conpresp – Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo deu parecer favorável para a realização de obras de acessibilidade e aumento de fluidez de passageiros na Estação da Luz da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

Entre as intervenções que receberam a aprovação do Conselho estão:

  • Execução de Túnel de 117 metros de extensão de Interligação da Estação CPTM e Estação do Metrô com o objetivo de otimizar o fluxo de passageiros tendo em vista a largura insuficiente do atual corredor que não suporta a demanda nos horários de pico;
  • Implantação de duas novas escadas rolantes (em substituição às fixas) e duas novas escadas fixas para escoamento da plataforma central da Estação onde atualmente há acúmulo de passageiros. Prevê também a ampliação de interligação do Saguão 2 com a galeria existente para aumento da velocidade de escoamento dos passageiros;
  • Para adequação à Acessibilidade, além da reforma dos sanitários, prevê a implantação de dois elevadores no acesso da Casper Líbero, novo acesso na praça da Linha 4 do Metrô e remanejamento da escada fixa de acesso ao mezanino com substituição do acesso existente, com a finalidade de melhoria do fluxo de saída do Saguão 1.

Relembre a matéria do Diário do Transporte: Conselho de preservação histórica aprova mais escadas rolantes, elevadores e túnel na Estação da Luz

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Onde lado leste havia escadaria, e hj com aos acessos à linha 4, deveriam ter mantido a escada, pra quem sairia para rua Mauá e pç da luz…agora é pagar mais pra instalar escadas rolantes. Vai entender..

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