Santo André inicia pesquisas com população para Plano de Mobilidade Urbana

Passageira é entrevistada em estação

Com base nas respostas, prefeitura vai estudar mudanças em linhas de ônibus, trânsito e estacionamento

ADAMO BAZANI

A prefeitura de Santo André iniciou a pesquisa de Origem e Destino para consolidar o Plano de Mobilidade Urbana.

A estimativa é ouvir em torno de três mil pessoas nos domicílios e nos deslocamentos.

O objetivo é entender melhor de onde partem, para onde vão e quais meios de transportes as pessoas usam na cidade, além dos perfis dos deslocamentos a pé.

As repostas devem gerar estudos do poder público que podem resultar em mudanças de linhas de ônibus, do trânsito e em estacionamentos públicos, por exemplo.

Por meio de nota, a prefeitura informou que nesta quarta-feira, 14 de julho de 2021, os pesquisadores entram em uma nova etapa do plano com a Pesquisa de Transferência em Terminais.

Os passageiros foram entrevistados em dois locais: na estação Prefeito Celso Daniel da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e no Terminal Santo André Oeste de ônibus e trólebus da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), que recebe ônibus e trólebus gerenciados pelo Estado de São Paulo, e ônibus municipais. Ambos os espaços ficam na região central.

Na quinta-feira, 15 de julho de 2021, começa a pesquisa denominada Cargas Perigosas que, segundo a prefeitura, vai mapear cinco cruzamentos da cidade durante todo o dia, para saber da quantidade de caminhões que circulam nos locais, número de eixos, horários de circulação e tipo de carga transportada.

Além das informações necessárias para a caracterização das viagens, a prefeitura quer saber das condições socioeconômicas das pessoas, “para permitir a verificação da representatividade da amostra e para a modelagem da demanda”.

AÇÕES PARA 5, 15 E 25 ANOS:

Segundo a prefeitura, com o diagnóstico da situação atual da mobilidade urbana de Santo André, dentro do contexto urbano da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), será possível projetar ações no curto (5 anos), médio (15 anos) e longo prazos (25 anos).

Um dos aspectos a serem considerados é integrar melhor diferentes meios de deslocamento de pessoas entre os diferentes modos de transporte (sistemas urbanos de transporte público, pedestres, cicloviário, metroferroviário) e de carga.

OBRAS:

Por meio de nota, o prefeito Paulo Serra destacou obras viárias no âmbito do Programa de Mobilidade Urbana.

“A nossa cidade tem um papel fundamental e é estratégica do ponto de vista econômico e da mobilidade. Somos um importante corredor viário para o transporte de cargas e isso faz com que sejamos protagonistas regionais no desenvolvimento de políticas públicas que melhorem a mobilidade e a vida das pessoas. Em Santo André importantes obras viárias saíram do papel, como a duplicação do viaduto Adib Chammas, o complexo Santa Teresinha”. 

RECURSOS DO BID:

A Secretaria de Mobilidade Urbana de Santo André firmou contrato em janeiro deste ano entre o município e a empresa Oficina – Engenheiros Consultores Associados LTDA.

Segundo a prefeitura, a contratação tem vigência de 24 meses e se refere à elaboração do Plano de Mobilidade Urbana (PMU) do Programa de Mobilidade Sustentável de Santo André. A proposta integra o pacote de exigências do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que financia obras e projetos de mobilidade em Santo André.

“O projeto integral financiado pelo BID abrange ainda a duplicação do viaduto Antonio Adib Chammas (já entregue), a obra do Complexo Viário Santa Teresinha, e a qualificação e construção de quatro quilômetros de corredores municipais de transporte.” – diz a nota da prefeitura

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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