Metrô não consegue negociar naming right da estação Anhangabaú

Proposta final chegou a R$ 80 mil, e não foi aceita pela Cia. Foto: Diário do Transporte

Apenas uma empresa tem participado dos certames. Assim como na estação Saúde, proposta ofertada não agradou a Companhia

ALEXANDRE PELEGI

O Metrô de São Paulo prosseguiu nesta sexta-feira, 11 de junho de 2021, o processo de concessão de naming rights das seis estações da companhia.

São três estações da Linha 3-Vermelha, duas da Linha 2-Verde e apenas uma da Linha 1-Azul, a mais antiga do sistema metroviário.

Até quinta-feira (10), três estações tinham sido licitadas: Carrão e Penha, da Linha 3-Vermelha e Saúde, da Linha 1-Azul, esta última sem sucesso.

Apenas uma empresa participou do processo licitatório, a empresa DSM – Digital Sports Multimedia Ltda.

Ontem, foi a vez da Estação Anhangabaú (Linha 3), e novamente apenas a empresa DSM – Digital Sports Multimedia Ltda compareceu e apresentou proposta.

Como no caso da estação Saúde, da Linha 1-Azul, não houve sucesso na negociação. O valor inicial de R$ 55 mil chegou a ser aumentado para R$ 80 mil, o  que foi recusado pela Companhia.

Restam ainda as licitações dos naming rights da estação Brigadeiro (Linha 2), na próxima segunda-feira (14), às 10h; e estação Consolação (Linha 2), na quarta-feira, 16 de junho 2021, mesmo horário das demais.

O modelo de Naming Rights consiste na concessão do direito de associar uma marca ou produto a algum evento ou local.

No Brasil, a prática se tornou muito comum com casas de espetáculos e estádios de futebol para a Copa do Mundo de 2014, que tiveram os nomes associados a marcas de patrocinadores e empresas responsáveis pelos empreendimentos.

A Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) da Prefeitura de São Paulo aprovou a proposta do Metrô no dia 10 de fevereiro de 2021.

O aceite do projeto foi obtido com sete votos a favor e três abstenções, e era fundamental para a Companhia poder prosseguir com o projeto. Foram analisadas questões como possíveis poluições visuais, mudanças estéticas e urbanísticas das estações e seu entorno, tomando como direção da discussão os fundamentos presentes na Lei Cidade Limpa.

Na justificativa da Companhia do Metropolitano de SP (Metrô) na reunião em que participou o Diretor Comercial, Cláudio Roberto Ferreira, foi colocado como exemplo a queda notável de receitas da empresa no ano passado devido à pandemia do coronavírus, caindo de R$ 2,126 bilhões em 2019 para R$ 957 milhões de receita tarifária em 2020. Ou seja, estes valores foram obtidos apenas com a comercialização e cobrança de bilhetes de embarque para viagem.

Outra intenção é aproximar as grandes marcas do modal, modelo similar presente nos sistemas metroviários de Nova Iorque, Dubai, Mumbai, Kuala Lumpur, Chicago, Boston e já no Rio de Janeiro, que conta com a estação Botafogo-Coca Cola.

Recentemente, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas –FIPE para realizar estudos técnicos que viabilizem a aplicação de naming rights nas estações Vila Olímpia (Linha 9 Esmeralda), Mooca (Linha 10 Turquesa), Luz (Linha 7 Rubi) e Brás (Linha 11 Coral).


 

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

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  1. Gente, chama a AMBEV pra Mooca, ali é clássica da antiga Antarctica,,,,e pede pro Sidney Oliveira na Saúde,, da Ultrafarma, já que prioriza saúde….,,,

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