Metrô licita naming rights para estações Penha e Carrão da Linha 3-Vermelha

Proposta final para estação Saúde foi de apenas R$ 50 mil, recusada pelo Metrô de SP

Apenas uma empresa participou do certame. Proposta para estação Saúde ficou aquém do valor esperado e foi recusada pela Companhia

ALEXANDRE PELEGI

O Metrô de São Paulo iniciou o processo de concessão de naming rights das seis estações da companhia.

São três estações da Linha 3-Vermelha, duas da Linha 2-Verde e apenas uma da Linha 1-Azul, a mais antiga do sistema metroviário.

As três primeiras licitadas nesta semana foram as estações Carrão e Penha, da Linha 3-Vermelha e Saúde, da Linha 1-Azul.

Apenas uma empresa participou do processo licitatório, a empresa DSM – Digital Sports Multimedia Ltda.

Apenas os naming rights duas estações da Linha 3-Vermelha foram negociados. Após lances de R$ 45 mil (Penha) e R$ 50 mil (Carrão), os valores foram fechados em negociação direta com a Companhia do Metrô em R$ 102 mil e R$ 168 mil respectivamente.

Apenas no caso da estação Saúde, da Linha 1-Azul, a mais antiga do sistema, não houve sucesso na negociação. O valor inicial de R$ 40 mil chegou a ser aumentado para R$ 50 mil, o  que foi recusado pela Companhia.

Restam ainda as licitações dos naming rights da eEstação Anhangabaú (Linha 3), nesta sexta-feira, 11 de junho 2021, às 10h; estação Brigadeiro (Linha 2), na próxima segunda-feira (14), às 10h; e estação Consolação (Linha 2), na quarta-feira, 16 de junho 2021, mesmo horário das demais.

O modelo de Naming Rights consiste na concessão do direito de associar uma marca ou produto a algum evento ou local.

No Brasil, a prática se tornou muito comum com casas de espetáculos e estádios de futebol para a Copa do Mundo de 2014, que tiveram os nomes associados a marcas de patrocinadores e empresas responsáveis pelos empreendimentos.

A Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) da Prefeitura de São Paulo aprovou a proposta do Metrô no dia 10 de fevereiro de 2021.

O aceite do projeto foi obtido com sete votos a favor e três abstenções, e era fundamental para a Companhia poder prosseguir com o projeto. Foram analisadas questões como possíveis poluições visuais, mudanças estéticas e urbanísticas das estações e seu entorno, tomando como direção da discussão os fundamentos presentes na Lei Cidade Limpa.

Na justificativa da Companhia do Metropolitano de SP (Metrô) na reunião em que participou o Diretor Comercial, Cláudio Roberto Ferreira, foi colocado como exemplo a queda notável de receitas da empresa no ano passado devido à pandemia do coronavírus, caindo de R$ 2,126 bilhões em 2019 para R$ 957 milhões de receita tarifária em 2020. Ou seja, estes valores foram obtidos apenas com a comercialização e cobrança de bilhetes de embarque para viagem.

Outra intenção é aproximar as grandes marcas do modal, modelo similar presente nos sistemas metroviários de Nova Iorque, Dubai, Mumbai, Kuala Lumpur, Chicago, Boston e já no Rio de Janeiro, que conta com a estação Botafogo-Coca Cola.

Recentemente, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas –FIPE para realizar estudos técnicos que viabilizem a aplicação de naming rights nas estações Vila Olímpia (Linha 9 Esmeralda), Mooca (Linha 10 Turquesa), Luz (Linha 7 Rubi) e Brás (Linha 11 Coral).

Veja as Atas das três licitações:


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

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