Transporte coletivo do Rio de Janeiro tem empresas de ônibus em recuperação judicial há três anos

Empresas informam que estão buscando recursos para evitar extinção de linhas e aumento de demissões. Foto: Jorge Lucas Araújo / Ônibus Brasil.

Outras companhias que atuam no transporte coletivo se preparam para aderir ao programa, segundo o Rio Ônibus

JESSICA MARQUES

Há três anos diferentes empresas de ônibus do Rio de Janeiro estão em processo de recuperação judicial. O balanço foi divulgado pelo Rio Ônibus, sindicato que representa as viações, nesta terça-feira, 08 de junho de 2021.

No transporte coletivo rodoviário da cidade, passam pelo processo as empresas Real, Expresso Pégaso, VG, Palmares e Paranapuan, que entraram nesse processo em diferentes datas.

Em nota, o Rio Ônibus ressaltou que outras empresas cariocas já se preparam também para aderir ao programa, em busca de não fecharem as portas.

“O recurso tem se mostrado a última possibilidade para manutenção de linhas de ônibus e preservação de milhares empregos. Desde 2015, 16 empresas foram obrigadas a encerrar suas atividades por carência de auxílio do Poder Público, que tem fechado os olhos para a realidade de colapso em que se encontra o transporte coletivo rodoviário na capital fluminense. Neste período, 21 mil rodoviários foram dispensados. Só nos 14 meses de pandemia, duas empresas fecharam e sete mil colaboradores ficaram sem trabalho”, pontuou o sindicato, em nota.

De acordo com o Rio Ônibus, a partir destas possíveis adesões, 50% do setor estará enquadrado no regime, que visa a reorganização econômica, administrativa e financeira, feita com a intermediação da Justiça, para evitar falência.

“A população é a maior prejudicada pelo descaso do poder concedente. Transporte é um serviço público, e precisa da participação dos governos para se manter de pé. O Rio de Janeiro é uma das poucas capitais brasileiras ainda desassistidas economicamente pelo Município, por isso a aceleração da degradação do sistema. Sem ajuda e sem passageiros pagantes é inevitável que outras empresas desapareçam e mais regiões sejam afetadas pela falta de transporte regular”, afirmou Paulo Valente, porta-voz do Rio Ônibus.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. carlos souza disse:

    Mas crise de legalidade é morte cerebral.Ou seja,falência ética e moral generalizada.Por que de legalidade?Fruto da descrença,da desesperança e da desconfiança.Ou seja,inconfiabilidade total e credibilidade zero.Tudo só funciona pelo ilícito e pelo ilegal.Daí o porquê do termo crise de legalidade.País do crime é isso aí.

  2. Luiz Ferro disse:

    Nem sempre o que dá certo em umas cidades dão certo em outras. É o caso do sistema de consórcios. Aqui no Rio esse sistema não deu certo. O sistema anterior onde “cada macaco ficava no seu galho” (cada empresa avulsa atuava em bairros específicos) não era perfeito, mas funcionava bem melhor do que o sistema atual. Com o sistema de consórcios, muitas empresas faliram em apenas 5 anos e o cobertor ficou curto, fazendo com que muitas linhas sumissem ou virassem linhas fantasmas operando com apenas 1 veículo.

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