Eletromobilidade

Rio de Janeiro lança pacote climático com 100% de ônibus elétricos até 2050

Prefeitura divulga metas que citam ônibus

Prefeito Eduardo Paes anunciou o Rio +30 Cidades, evento que reunirá, no primeiro semestre de 2022, municípios para discutir o papel dos poderes no combate às mudanças climáticas mundiais

ADAMO BAZANI/ALEXANDRE PELEGI

Até 2050, a cidade do Rio de Janeiro terá todos os ônibus de linhas municipais elétricos.

A meta faz parte de um Pacote Climático anunciado neste sábado, 05 de junho de 2021, pelo prefeito Eduardo Paes. A data de hoje se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente.

O documento tem nome: “Plano de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática (PDS)”, e norteará as metas ambientais da administração municipal.

Trata-se de um pacote com metas para reduzir em 20% a emissão de gases do efeito estufa até 2030, além de estabelecer a neutralização das emissões até 2050.

Além dos ônibus elétricos, a prefeitura do Rio de Janeiro quer alcançar 40% de empregos verdes formais na cidade; atender 100% dos bairros por coleta seletiva e não ter nenhuma pessoa morando em áreas de alto risco de inundações e movimentos de massa até 2030.

Ainda no campo do transporte, estão entre as metas do PDS para 2030:

– Substituir 20% da frota do Serviço Público de Transporte de Passageiros por Ônibus (SPPO) por veículos não-emissores, com impactos na redução da poluição do ar e em ruídos urbanos;

– Reduzir em 10% o tempo médio de deslocamento por transporte
público acessível entre casa-trabalho, e vice-versa;

– Quadruplicar o número de viagens por bicicletas e fomentar o uso de outros transportes ativos de pequeno porte não poluentes no município.  (Veja mais abaixo as principais metas segundo a prefeitura)

Segundo a prefeitura, o Plano é coordenado pela Secretaria de Fazenda e Planejamento, por meio do subsecretário de Planejamento e Acompanhamento de Resultados, Jean Carris. Conta também com o apoio de outros órgãos municipais, como a Secretaria de Meio Ambiente, e de outras esferas, como da ONU, C40, Governo do Reino Unido, UFRJ, Unicef, República.org e iCS. O PDS parte de documentos importantes – como o VISÃO 500 e planos setoriais – e de compromissos internacionais como a Agenda 2030 e o Acordo de Paris.

O prefeito Eduardo Paes anunciou ainda o lançamento do Fórum de Governança Climática, uma organização inédita da cidade que inclui a sociedade civil na governança climática da cidade. Com atribuições muito claras e diversidade de participantes, o Fórum deixa evidente que o único caminho para o enfrentamento das mudanças climáticas é o engajamento e a participação da academia, indústria e lideranças sociais.

RIO +30Cidades

Outro anúncio é a realização do Rio +30 Cidades, evento que reunirá, no primeiro semestre de 2022, municípios para discutir o papel dos poderes no combate às mudanças climáticas mundiais.

“Essa agenda é muito importante para o Rio, que sempre teve um protagonismo ambiental. Sempre fomos um farol de referência em diversos temas e devemos liderar as discussões das mudanças climáticas. Essas metas são possíveis de serem cumpridas, a nossa responsabilidade só aumenta porque a questão ambiental é muito séria e grave”, disse Paes, de acordo com nota da prefeitura.

Principais metas do Plano de Desenvolvimento Sustentável

Até 2030:

Alcançar 40% de empregos verdes formais na cidade;

Reduzir em 20% as emissões de gases de efeito estufa em relação à 2017;

Reduzir 50% do consumo de eletricidade na iluminação pública até 2030, por meio de tecnologia LED;

Ampliar as rotas de coleta seletiva para 100% dos bairros;

Investimentos mínimos de 350 milhões de reais ao ano para o desenvolvimento sustentável da cidade e a implantação de projetos até 2030;

Construir soluções baseadas na natureza para os desafios do espaço urbano: revitalização de 300km de vias e espaços públicos, com drenagem urbana sustentável e ampla arborização;

Nenhuma pessoa morando em áreas de alto risco de inundações e movimentos de massa nas áreas mapeadas e identificadas pela Prefeitura do Rio;

Reduzir em 50% o déficit e a inadequação habitacional na Cidade do Rio de Janeiro;

Duplicar a produção de alimentos por meio do programa Hortas Cariocas, garantindo segurança alimentar, renda verde e educação ambiental nos territórios que mais precisam;

Reduzir em 50% o volume de perda e desperdício de alimentos até 2030;

Aumentar em 20% a área destinada à produção agrícola;

Alcançar 80% do encaminhamento de resíduos orgânicos de alimentos, produzidos por atividades de grandes geradores para centrais de valorização (compostagem e/ou biodigestão);

Legalizar 100% das cooperativas de reciclagem integrando agentes à economia circular;

Aumentar para 90% a taxa de cobertura da rede coletora de esgoto com tratamento até 2030;

Manter os 3.400 hectares reflorestados e consolidar mais 1.206 hectares de Mata Atlântica no Rio de Janeiro;

Elaborar plano de ação para 100% das espécies da fauna e flora ameaçadas de extinção no município, visando adoção de estratégias para mitigação ou supressão das ameaças de perda da diversidade biológica terrestre e marinha;

 

Até 2050:

Neutralizar as emissões de gases do efeito estufa;

Eletrificar 100% da frota de ônibus municipal.

 

Adamo Bazani e Alexandre Pelegi, jornalistas especializados em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Comentários

  1. José disse:

    Kkkkkkkk não consegui nem fazer rodar as sucatas da zona oeste.
    Vc acha que os consórcios (monopólio) vão gastar dinheiro em ônibus elétricos?
    São caros e não conseguem rodar em ruas com crateras

Deixe uma resposta