Informação foi dada pelo secretário Alexandre Baldy durante evento na ciclovia do Rio Pinheiros
WILLIAN MOREIRA
A previsão para o Consórcio Via Mobilidade 8 e 9 (CCR/Ruas Invest), vencedor do processo de concessão à iniciativa privada das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da CPTM, vai assumir a operação em janeiro de 2022.
A informação é do secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, junto com o governador João Doria durante a inauguração de um trecho com maior segurança da ciclovia do Rio Pinheiros nesta sexta-feira, 7 de maio de 2021,
“Nós concedemos há duas semanas essa Linha 9-Esmeralda, será aqui tocada a partir de janeiro de 22, tudo caminhando e correndo bem, pela iniciativa privada numa margem histórica de participação de quase R$ 1 bilhão em receita através de outorga, fora de todos os outros tipos de investimentos que a CPTM receberá através da iniciativa privada”, disse o secretário.
Ouça:
O consórcio da CCR e Ruas Invest venceu em 20 e abril de 2021 o leilão das duas linhas ofertando a maior outorga no valor de R$ 980 milhões, superando concorrentes como Metra, Itapemirim e Grupo Comporte que acabaram por fazer propostas inferiores de valor.
Veja a classificação do certame:
Consórcio ViaMobilidade 8 e 9 – Formado pela CCR (líder) e Ruas Invest (ônibus da capital paulista): R$ 980 milhões
Consórcio MobTrens: Grupo Comporte (família Constantino, ônibus) – líder, Consbem Construções e CAF: R$ 787,7 milhões
Consórcio Integração Iberica Holdding S.A (líder) e Metra (dos Trólebus e Ônibus do ABC e do BRT ABC): R$ 519,5 milhões
Consórcio Itapemirim/Encalso: Grupo Itapemirim (ônibus é o principal negócio) – líder Encalso Construções: R$ 400 milhões.
O vencedor poderá explorar o transporte de passageiros nas vias que ligam Osasco ao Grajaú e o centro de São Paulo partindo da estação Júlio Prestes até Itapevi, além do uso dos espaços e dependências de forma comercial, provendo outra forma de receita ao grupo.
Também deverão ser realizados investimentos nas estações e na compra de 34 novos trens, isto já nos primeiros anos de contrato.
Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte
