Greve dos trabalhadores da CPTM prevista para esta terça (27) é suspensa. Em 12 de maio, haverá nova audiência no TRT

Trem da linha 10-Turquesa

Em reunião entre sindicatos e empresa, foi apresentada uma proposta para o pagamento da PPR em atraso

WILLIAN MOREIRA

A paralisação dos trabalhadores da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) prevista para ocorrer nesta terça-feira, 27 de abril de 2021, foi suspensa após uma reunião de conciliação entre os sindicatos, companhia e o TRT (Tribunal Regional do Trabalho).

Os funcionários da empresa protestam devido ao atraso no pagamento da PPR (Programa de Participação nos Resultados) referente ao ano de 2020, que em acordo anterior foi acertado ter o seu pagamento em 31 de março e 30 de junho deste ano com duas parcelas iguais, mas a companhia não pagou na data prevista da primeira parcela e, em reunião interna para os colaboradores, estipulou pagar em parcela única para janeiro de 2022.

Diante disso, inicialmente foi programada uma greve que iria interromper a circulação dos trens nas linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

No encontro da tarde desta segunda (26), ficou definido que a CPTM tem um prazo de 15 dias corridos para se manifestar sobre a aceitação ou não da proposta apresentada, com a previsão de que a PPR será paga em duas parcelas, com a primeira acontecendo em 30 de junho e a segunda em 30 de janeiro de 2022.

O MPT (Ministério Público do Trabalho) propôs pagamento do PPR 2020 em duas parcelas, mantendo o depósito da segunda parcela para a data acordada, dia 30 de junho e o pagamento da primeira parcela para janeiro de 2022, acrescido de multa.

Os ferroviários em assembleia, a na noite desta segunda, 26 de abril de 2021, atenderam o pedido do Tribunal de adiar o movimento, mas rejeit]aram a proposta do MPT.

O Tribunal agendou a próxima audiência para o dia 12 de maio, às 16h.

Enquanto a companhia analisa a proposta, o estado de greve está mantido, mas a operação dos trens será normal, inclusive com a frota máxima no horário de pico disponível para operar conforme o Governo do Estado de São Paulo vem afirmando repetitivamente, para atender a demanda durante a pandemia.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Comentários

  1. Rodrigo Zika disse:

    CPTM, Metrô e ônibus municipais, estão com medo de fazer greve, pode ver que todos cancelaram ate agora, com a pandemia se faz piora ainda mais, já que os passageiros caíram muito em todos os setores.

Deixe uma resposta