Greve dos metroviários no Distrito Federal completa uma semana nesta segunda (26)

Segundo o TST, circulação deve ser de 60% nos horários de menor movimento. Foto: Divulgação.

Determinação da Justiça para ter 80% da frota em circulação em horários de pico está sendo cumprida

WILLIAN MOREIRA

A greve dos trabalhadores do transporte metroviário do Distrito Federal completou uma semana nesta segunda-feira, 26 de abril de 2021. A categoria está atendendo a decisão da Justiça do Trabalho que determina que a frota deve estar funcionando com 80% nos períodos de maior movimento.

A paralisação começou em 19 de abril, com os metroviários protestando contra o corte no auxílio-alimentação de R$ 1,2 mil e de descontos salariais realizados após uma greve de 2019. Os trabalhadores afirmam que os valores não foram ressarcidos até hoje.

Diante do quadro de um cenário sem acordo e sem previsão para o término do movimento grevista, o Metrô DF entrou com ação junto ao TST (Tribunal Superior do Trabalho). O órgão determinou na sexta (23) um aumento na frota mínima de operação do Metrô, que ficou em 80% no pico e 60% nos demais horários.

Com essa decisão, o modo de operação do atendimento a população deve ser da seguinte forma:

– das 6h às 8h45 e das 16h45 às 19h30, em dias úteis, a frota deve ser de 19 trens operando

– das 8h45 às 16h45, em dias úteis, devem circular nove trens

– das 19h15 às 23h30, em dias úteis, devem haver cinco trens em circulação,

– das 6h às 9h45 e das 17h às 19h15, aos sábados devem operar 12 trens

– das 9h45 às 17h, ais sábados serão ao menos sete trens;

– das 19h15 às 23h30, aos sábados, a frota mínima terá de ser de cinco trens.

– Aos domingos devem operar ao menos cinco trens das 7h às 19h.

O objetivo da medida é que, mesmo durante a greve, não se crie uma situação favorável para ocorrer aglomerações em trens e estações, causando maior transmissão do vírus da covid-19.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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