Covas propõe R$ 298 milhões para implantar novos corredores de ônibus e trecho de BRT em 2022

Proposta contempla implantação de mais faixas, que em São Paulo, não são exclusivas

Para novas faixas, proposta orçamentária prevê quase R$ 15 milhões; Novos terminais e ciclovias também estão na previsão de recursos para o ano que vem; Transporte Público Hidroviário deve contar com R$ 159 milhões; Pedestres contarão com pouca verba

ADAMO BAZANI

A cidade de São Paulo deve contar em 2022 com quase R$ 300 milhões para implantação de novos corredores de ônibus e de um trecho de BRT (Bus Rapid Transit, que é um sistema com capacidade e infraestrutura maiores que de corredores comuns).

A previsão consta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PL 236/21) enviado pela gestão do prefeito Bruno Covas à Câmara Municipal de São Paulo, cuja publicação oficial ocorreu neste sábado, 17 de abril de 2021.

Em valores exatos, corredores e BRT poderão contar em 2022 com R$ 298 milhões 125 mil 113 reais e 03 centavos.

Deste total, R$ 238,22 milhões (R$ 238.224.474,85) são para implantação dos corredores comuns e R$ 59,9 milhões (R$ 59.900.638,18) para iniciar o trecho de um BRT na zona Leste.

Como mostrou o Diário do Transporte, os corredores de ônibus e o BRT na região do Aricanduva, na zona Leste, também estão no Plano de Metas da prefeitura de São Paulo para 2024, totalizando 40 quilômetros de novos corredores comuns e, por dedução, em torno de três quilômetros para o início do BRT.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/04/02/covas-preve-93-km-de-espacos-para-onibus-e-100-de-frota-com-ar-condicionado-ate-2024/

O projeto de orçamento para 2022 também prevê recursos para outras estruturas relacionadas à mobilidade urbana.

Para faixas destinadas a ônibus (na prática, em São Paulo, elas não são exclusivas), a proposta é de R$ 14,95 milhões (R$ 14.953.200,00).

Para a implantação de terminais, a versão inicial do projeto é de R$ 164,9 milhões e, para novas ciclovias, devem ser R$ 40,3 milhões (R$ 40.380.320,64).

O projeto para implantação de um sistema de transportes públicos hidroviários, que depende da despoluição de rios como Tietê, Pinheiros e Tamanduateí, deverá contar pela proposta com R$ 159,9 milhões (R$ 159.914.637,77).

Os pedestres contarão com poucos recursos.

De acordo com a proposta, serão R$ 905,27 mil (R$ 905.277,22) para implantação de projetos de redesenho urbano para pedestres.

O Orçamento para 2022 tem de ser votado pelos vereadores até dezembro de 2021, mas pela legislação, primeira versão precisa ser entregue até meados de abril.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Rodrigo Zika disse:

    Não caio mais em promessa de prefeito, só acredito vendo.

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