Porto Velho vai socorrer transporte com subsídios e com gratuidade para todos os passageiros

Ônibus em Porto Velho

Nos próximos meses, cobrança da tarifa voltará, mas de forma gradativa ate chegar a R$ 3 no fim do ano. Subsídios serão de R$ 6 milhões

ADAMO BAZANI

O sistema de transportes públicos de Porto Velho (RO) vai receber um socorro diante da crise gerada pela pandemia de covid-19 com gratuidade momentânea aos passageiros e subsídios às operações.

A Câmara Municipal aprovou nesta terça-feira, 06 de abril de 2021, em duas votações, o PL 03/2021, de autoria da prefeitura, que prevê a isenção tarifária para todos os passageiros com a retomada gradativa da cobrança nos próximos meses até chegar ao valor de R$ 3,00 no fim do ano.

Para isso, no período, as operações da concessionária da cidade, JTP Transportes, vão receber um subsídio previsto de aproximadamente R$ 6 milhões com recursos do orçamento próprio do município que se compromete a assegurar o equilíbrio contratual com a viação.

O intuito é que já neste mês de abril, o transporte seja gratuito. Em maio, junho e julho, a tarifa será de R$ 1,00. Entre agosto e outubro, o passageiro pagará R$ 2,00 e, novembro e dezembro R$ 3,00.

A partir de 1º de janeiro de 2022, a tarifa volta ao valor normal, ou seja, R$ 4,05.

A proposta foi aprovada na primeira votação na Câmara com 19 votos favoráveis, uma ausência e um contra e, na segunda votação, com 19 favoráveis e duas ausências.

A prefeitura informou, por meio de nota, que a intenção “é fomentar a utilização do serviço de transporte público pela população e, consequentemente, preservar o equilíbrio econômico-financeiro celebrado pelo contrato com a atual responsável pelo sistema, a JTP Transportes, Serviços, Gerenciamento e Recursos Humanos Ltda., empresa paulista que iniciou o atendimento na capital em outubro de 2020.”

JTP APRESENTOU PREJUÍZOS

O secretário-adjunto geral de governo municipal, Devanildo Santana, que acompanhou as votações, disse que a JTP Transportes apresentou um relatório demonstrando prejuízos durante vários meses seguidos por causa da quede do número de passageiros em decorrência da pandemia de covid-19, que afetou as receitas e valores previstos pela empresa na execução de seu contrato.

“Baseado nisso, houve a decisão de propor esse subsídio visando garantir aquilo que é uma obrigação do Executivo, ou seja, assistir a população portovelhense”, disse na nota.

Segundo o prefeito Hildon Chaves, na mesma nota, por causa da pandemia, o passageiro pagante praticamente sumiu do sistema, com as gratuidades correspondendo por grande parte da demanda atendida.

 “Desde a implantação do novo sistema, e também pela pandemia, e outros fatores, os ônibus têm transitado vazios, sem passageiros. A medida é para aquelas pessoas que mais precisam, pois quando foi feita a licitação transportávamos cerca de 58 mil pessoas, mas atualmente o número tem sido baixo e a maioria com gratuidade”, informou.

“Somente um transporte público de qualidade pode atender a terceira idade, obesos, estudantes, portadores de necessidades especiais. A maioria dessas pessoas são justamente aquelas que precisam do nosso apoio. Por isso, nos próximos dias estaremos praticando as novas tarifas. Assim conseguiremos salvar o transporte coletivo. Inclusive, ajudando o comércio da nossa cidade que está passando por dificuldades”, reiterou Hildon Chaves, na nota, ao destacar que outro fator considerável é que a população, em geral, precisa conhecer e usar o sistema local para que ele seja autossustentável.

35 ÔNIBUS:

O secretário Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transportes (Semtran), Ronaldo Flores, explicou que inicialmente serão colocados em circulação 35 ônibus e o decreto que determina ocupação de 50% da capacidade de cada veículo está mantido.

A frota será ajustada gradualmente.

De acordo com o balanço dos últimos meses da Semtran, estão sendo transportados em torno de seis mil passageiros/dia e, pelo menos, 3,5 mil são pagantes.

“Estes números estão sendo monitorados pelos técnicos da Secretaria para verificar a demanda, rotas e linhas. Caso necessário, pode haver ampliação das ofertas após o período de execução do serviço posterior a destinação do subsídio”, reforçou o titular da pasta na nota.

A prefeitura promete fiscalizar o cumprimento de horários e de frota, além da ocupação de 50% nos ônibus e as regras de distanciamento social.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paula Márcia TELES Da silva disse:

    Isso tá cherando é a lavagem de dinheiro .🤔

  2. Simone Bastos disse:

    Bom apenas para a empresa de transporte e para os empresários. No meu bairro reduziram as linhas de 3 para apenas 1, são apenas 2 ônibus que fazem a rota um indo e o outro vindo, horário certo para passar não tem, quando quebra um a população que lute. Trocaram todas as rotas, tendo a população que se virá para chegar ao destino. Retiraram todos os cobradores, você fica esperando o motorista passar troco de um por um. A maioria dos ônibus não abrem as janelas para ter circulação do ar, é fato o maior risco de contágio nos ônibus cheios e por fim, para garantir o valor menor somente com a utilização do cartão da própria empresa. Esses são os motivos da população procurarem meios alternativos de locomoção e um direito garantido também de ir e vir. Essa medida adotada não beneficia nem um pouco os trabalhadores, apenas todos estão sendo OBRIGADOS a pegar ônibus. Queremos nossos direitos de volta!!!!!!

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