Cinco ônibus são apreendidos pela ANTT em operação contra transporte não autorizado de passageiros no Rio de Janeiro

Veículos pertenciam a empresas de turismo e foram contratados por uma plataforma de aplicativo

ALEXANDRE PELEGI

Em mais uma ação contra o transporte irregular de passageiros, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com apoio da Polícia Rodoviária Federal, apreendeu cinco ônibus de empresas de turismo, flagrados realizando serviço de linha (circuito aberto) contratados por empresa de aplicativo.

A operação aconteceu na quinta-feira, 01 de abril de 2021, se estendendo até a madrugada do dia seguinte (02), e foi realizada em Areal, no Rio de Janeiro, na BR 040.

Segundo informe da Agência, as principais irregularidades encontradas nos veículos apreendidos foram as seguintes: pneus carecas, extintor de incêndio vencido, pára-brisa com trinca e transporte irregular de passageiros.

Os veículos realizavam os seguintes roteiros:
Rio de Janeiro/RJ x Viçosa/MG
Juiz de Fora/MG x Rio de Janeiro/RJ
Rio de Janeiro/RJ x Belo Horizonte/MG (02 ônibus)
Juiz de Fora/MG x Cabo Frio/RJ

No total, 81 passageiros foram retirados do transporte irregular.

Esta foi mais uma etapa da Operação Pascal, criada pela Agência em 2020 com o objetivo de combater o transporte rodoviário interestadual de passageiros realizado de forma irregular e clandestina.

Em comunicado, a ANTT informou que “como tem sido constatado pela fiscalização, de forma irregular, algumas empresas de turismo são contratados por empresa por aplicativo mas solicitam licença para fazer Turismo mas na prática, fazem linha, vendendo passagens. Ao serem abordadas pela ANTT , apresentam essa licença de turismo, tentando enganar a fiscalização e os usuários, que imaginam estar em uma viagem legalizada”.

A fiscalização alerta que veículos autorizados para realizar linha embarcam e desembarcam em terminais rodoviários e emitem bilhetes de passagens que são documentos fiscais. Já veículos que possuem licença para fazer “turismo” não podem embarcar em terminais rodoviários, não podem emitir bilhetes de passagens e viajam com uma licença de viagem com uma lista com os nomes dos passageiros. Portanto empresas que vendem apenas o trecho de ida e possuem lista de passageiros são considerados clandestinos e estão passíveis de apreensão.

A fiscalização alerta para o perigo de viajar em veículos sem autorização considerados ‘’clandestinos’’, e que ofertas pela internet ou por aplicativos podem ser verificadas na ouvidoria da ANTT se são autorizadas a fazer linha ou apenas possuem uma licença para fazer Turismo.

Para denúncias ou dúvidas se o serviço prestado no momento é realmente legalizado junto à ANTT os usuários podem ser utilizados os canais da Ouvidoria:

Whatsapp (61) 99688-4306; telefone 166 (24 horas); e o e-mail ouvidoria@antt.gov.br

Imagens enviadas pela ANTT:

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. JOAO LUIS GARCIA disse:

    A ANTT e os meios de comunicação deveriam divulgar os nomes das empresas que insistem em querer burlar a legislação, pois só assim com os usuários tendo conhecimento dos nomes das empresas irregulares teríamos a moralização do setor.
    Inclusive a ANTT deveria criar uma lista negra com as empresas infratoras aonde em caso de reincidência as ” empresas de turismo e fretamento ” pegas na prática do transporte irregular deveriam ter as suas licenças de empresas de turismo e fretamento cassadas.

    1. É meu caro, aqui é Brasil. Policia prende, eles se safam, e volta de outro modo, sempre criativos….Uma pena que poucas pessoas sabem disso, ou se inteiram das informação muito bem explanadas aqui, graças ao Adamo….e eu contribuo nas redes avisando amigos não entrar nessa furada..tanto é que tenho a pagina do blog, no Facebook

  2. Wilson disse:

    Eu acho estranho que a prefeitura do Rio de Janeiro avisou que estava proibida a entrada de ônibus de turismo e fretamentos na cidade e, pelo visto, alguns respeitaram, até cancelaram viagens já marcadas e assumiram os prejuízos e outros não.
    Cadê a fiscalização?
    Ou a proibição só vale para alguns?
    E não podem considerar ser outro modelo de transporte já que não partem ou chegam pelo Terminal Rodoviário Novo Rio ou sequer possuem licença para linha regular, não atingida pelo decreto.

  3. Ronald Gomes disse:

    Não embarcando dentro dos terminais rodoviários é pior ainda , aí é clandestino mesmo , o certo é a Antt caçar essas empresas de Turismo e Fretamento a serviço da Buser.
    Já foi enviado ofícios das empresas de transporte regulares pedindo isso em Brasília .
    A liberação da Buser ( Transporte clandestino disfarçado que nem frota a mesma tem , é tudo agregado coloca em risco os empregos de grande parte dos funcionários do setor no país , uma concorrência desleal .Quer operar linha regular pede a concessão , apresente condições de operar a Antt . Se não dá pra competir procure outro ramo pra trabalhar .
    Existem regras para todos setores .A fiscalização da ANTT tem que ser rigorosa , fiscalizar todo mundo sem excessão .

  4. VALDEMIR FRANCISCO DA SILVA disse:

    Essas empresas por aplicativos exploram as empresas de ônibus que exploram os motoristas e por aí vai.
    Essa tal de V Buser oferece viagens com valores bem abaixo a praticada no mercado e põe em risco a vida dos passageiros.
    Mais se consideram acima da lei.
    Comprando desembargadores aqui e alí conseguem se manter imune.
    Acorda Brasil!!!!!

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