VÍDEO: Diante de agravamento da pandemia e sem políticas nacionais, prefeitos brasileiros pedem auxílio internacional para que o Brasil volte a crescer

Transportes coletivos estão entre um dos principais setores afetados pelas consequências econômicas da covid-19. Vacina é a principal solução para a crise, dizem chefes dos executivos

ADAMO BAZANI

Chefes de executivos municipais, reunidos pela FNP (Frente Nacional de Prefeitos) lançaram nesta segunda-feira, 29 de março de 2021, um apelo pedindo socorro internacional para que o Brasil volte a crescer.

O apelo tem também relação com a situação dos transportes coletivos, um dos principais setores afetados pelas consequências econômicas da covid-19 e que, diante das aglomerações, podem em alguma proporção ser um dos fatores de risco, com as interferências exatas ainda desconhecidas em todo o mundo.

A falta de uma política nacional integrada de combate à pandemia e aos seus impactos nas cidades foi um dos motivadores do pedido.

Na área de mobilidade, o veto do presidente Jair Bolsonaro a um projeto de lei que previa um socorro de R$ 4 bilhões para manter os serviços de ônibus , trens e metrô não foi bem visto por associações de passageiros, consumidores, gestores públicos estaduais e municipais e também pelas empresas operadoras, sejam públicas ou privadas.

Relembre:

Bolsonaro veta o socorro de R$ 4 bilhões para os transportes públicos e preocupa setor

No apelo veiculado nesta segunda-feira , 29 de março de 2021, reforçam que a única solução para o quadro é a vacinação em massa e hoje, a vacinação ocorre apenas por causa do estado de São Paulo, por meio do Instituto Butantan.

As tratativas anunciadas recentemente pelo Governo Federal ainda não representam vacina no braço da população, sendo apenas expectativas.

Em nota, detalhando o vídeo, os prefeitos dizem que o Brasil hoje é temido no mundo como uma ameaça à saúde.

A FNP ainda ressaltou o Conectar (Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras) para compra dos imunizantes pelos prefeitos e prefeitas, já que as compras federais seguem lentas.

Veja o vídeo:

O Brasil é hoje o epicentro da doença que já matou quase 3 milhões de pessoas ao redor do mundo em apenas 1 ano. O país tem registrado recordes diários de mortes pelo novo coronavírus, ficando à frente de nações como os Estados Unidos, que já ostentaram esse triste título. E por ser visto hoje como uma ameaça mundial, prefeitos e prefeitas de municípios brasileiros pediram socorro. O vídeo foi produzido pela FNP em parceria com a Vital Strategies.

“O objetivo do apelo é destacar, na mídia nacional e internacional, que prefeitas e prefeitos brasileiros estão empenhados em enfrentar a covid-19 amparados na ciência. O vídeo reuniu o presidente da FNP, Jonas Donizette, e os prefeitos do Rio de Janeiro/RJ, Eduardo Paes; de Aracaju/SE, Edvaldo Nogueira; de Florianópolis/SC, Gean Loureiro; de Salvador/BA, Bruno Reis; de Belém/PA, Edmilson Rodrigues; de Fortaleza/CE, José Sarto; de Caruaru/PE, Raquel Lyra; e de Pelotas/RS, Paula Mascarenhas.”

Confira os detalhes sobre o Conectar:

Diante dessa situação, prefeitos e prefeitas de todo Brasil se uniram para formar o Conectar – Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras. A proposta é inédita no país e começou a ser desenhada em fevereiro deste ano, quando o Supremo Tribunal Federal autorizou que estados e municípios participassem de negociações para a aquisição de imunizantes contra a covid-19.

O objetivo do Consórcio é oferecer suporte aos municípios caso o Programa Nacional de Imunização não consiga suprir a demanda nacional. A ação já reúne mais de 2,6 mil cidades interessadas em adquirir não só vacinas, mas medicamentos e insumos de saúde. Com isso, mais de 156 milhões de pessoas podem ser alcançadas pelo Conectar.

Nessa segunda-feira, 29, municípios que aderiram à iniciativa vão eleger a Diretoria e o Conselho Fiscal do Consórcio. A partir daí, terão início as tratativas para compra de vacinas, além de medicamentos e insumos contra a doença.

Os recursos para compra de vacinas pelo consórcio poderão ser de três formas: por meio dos municípios consorciados, de aporte de recursos federais e de doações nacionais e internacionais de fundações, instituições, empresas etc.

Além disso, o consórcio poderá receber doações insumos, vacinas, medicamentos – tudo o que for preciso para o enfrentamento à COVID-19.

Mais informações sobre como ajudar o Brasil em secretaria@fnp.org.br.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. carlos souza disse:

    Só picaretas,tão quanto o Bozogado.Voto nulo pra pressionar pelo fim do Sistema criminoso e ilegal,por candidaturas avulsas e voto 100% facultativo.Chega de crimes,mentiras e lavagem de dinheiro.

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