Exposição virtual retrata ‘desindustrialização’ ao longo das linhas 7-Rubi e 10-Turquesa da CPTM

Ao todo, são 40 imagens das redondezas em que se encontram as linhas. Foto: Divulgação.

Mostra ‘O êxodo Industrial e a Fotografia’ foi desenvolvida pelo Coletivo Desvio Particular

JESSICA MARQUES

Uma exposição virtual gratuita está no ar para retratar o processo de desindustrialização ao longo das linhas 7-Rubi e 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Ao todo, são 40 imagens que compõe a mostra “O êxodo Industrial e a Fotografia”, desenvolvida pelo Coletivo Desvio Particular.

Com o apoio da CPTM e do Comitê Brasileiro para Conservação do Patrimônio Industrial, o Coletivo Desvio Particular foi o responsável pela captação, edição e organização das imagens. O material ficará disponível até o dia 24 de abril no site do Comitê.

A tentativa de sintetizar o efeito cronológico da transformação ferroviária em São Paulo foi o que motivou a criação da exposição. Em nota, a CPTM detalha que as 40 imagens inserem o espectador em cenários  das redondezas em que se encontram as linhas 7-Rubi e 10-Turquesa, as primeiras linhas ferroviárias postas em operação em São Paulo.

“Além do transporte de pessoas, os trilhos eram utilizados para escoar produção para outras áreas de São Paulo, do Brasil e do mundo, os caminhos eram repletos de empreendimentos que se aproximavam dos trilhos justamente para facilitar o processo de transporte de funcionários e produção. Boa parte dos prédios encontra-se desativada, outra, adaptada para novas finalidades ou abandonada. A ferrovia foi fator importante para formação de populações e riquezas nos locais que cortava”, detalhou a companhia.

O Coletivo Desvio Particular tem esse nome em homenagem a uma parte da ferrovia próxima à principal que atende empresas industriais ou comerciais instaladas nas imediações das estradas de ferro. Composto por André de Oliveira, Hugo Ribeiro e Nayana Fernández, foi formado com o objetivo de produzir registros do processo de desindustrialização no Estado de São Paulo.

Confira a exposição, na íntegra:

Coletivo Desvio Particular

 

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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  1. Doce lembrança da Era febril fabril nos anos 60 /70, por exemplo. Pequeno ainda, eu quando viajava de trem na antiga E.F.S.J. ao longo da linha 10, quando os trens eram capazes de seguir de Rio Grande da Serra até mesmo Pirituba (que viagem !!), ou de Mauá à Pirituba, ou Mauá até Francisco Morato..eu via as fumaças de chaminés de várias industrias como Rhodia-Valisére, Moinhos S. Jorge, GENERAL ELECTRIC (hoje Shopping Plaza-estação), COPAS/ IAP Fertilizantes, Laminação Nacional de Metais-ALCAN, e logo a seguir a GM, na sequencia IRFM, uma das maiores fábricas dos Matarazzo, e anexo a GEOM Materiais Polivinílicos (que eu achava linda sua concepção), e os Armazéns Gerais ao longo do retão entre Tamanduateí-Ipiranga, distribuidora central da Ultragaz, Estacas Benacchio, FAÇO -Fabrica de Aço Paulista, a Mangels, Tibet, a Industria Lorenzetti que sobrevive por lá, a maior cervejaria do estado a CAP(Companhia Antarctica Paulista), olhando do outro lado se via a torre da CUR-Companhia União de Refinadores (huuumm o cheiro era delicioso); e a meio caminho a ALPARGATAS, chegando na CCPL Cooperativa Central Paulista de Laticinios (Leite Paulista) ao lado da estação Brás…..Lá atrás Mauá muitas industrias companhias de gás que ficaram devido a Refinaria de Petróleo Capuava, (antes na cidade de Santo André mantém-se as maiores fabricas de Pneus do país -Pirelli-Prometeon e a Bridgestone). COFAP Companhia fabricadora de peças atual Magneti Marelli. Companhia de cimentos portland, ainda viva. A Philips acabou de fechar uma de suas maiores fábricas de lâmpadas (dá dó de ver a fábrica fechada, em Capuava), a Porcelana Schmidt parece sobreviver,,próxima a estação Mauá. Hoje há grande interesses nos terrenos abandonados para grandes empreendimentos imobiliários, mas é perigoso alguns pontos, pois algumas industrias deixaram rastros no solo, e quem almeja comprar apartamentos nestes locais, precisa ficr atento, saber se foi feito exame de profundidade de solo para saber se não há contaminação, como aconteceu no conjunto da COFADE, da Cofap, ali no Parque São Vicente na entrada de Mauá. ACABOU OS INCENTIVOS !

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