Bruno Covas diz que vai ouvir categorias profissionais com a compra de cinco milhões de vacinas contra a covid-19
Publicado em: 25 de março de 2021
Presidente da Câmara, Milton Leite, acredita que PL sobre a vacina deve contemplar 300 mil doses. Na quarta-feira (24), motoristas de ônibus fizeram paralisação pedindo que sejam colocados em calendário de vacinação
ADAMO BAZANI
Colaborou Willian Moreira
O prefeito de São Paulo disse que vai ouvir os pedidos de categorias profissionais para inclusão de prioridades na vacinação contra a covid-19.
Em entrevista coletiva, no início da tarde desta quarta-feira, 25 de março de 2021, ao responder questionamento do Diário do Transporte sobre as tratativas da prefeitura com a empresa Janssen para a aquisição de cinco milhões de doses da vacina, Bruno Covas afirmou que inicialmente serão seguidos os calendários dos programas nacional e estadual de imunização, mas que vai haver diálogo para a possível inclusão de trabalhadores de serviços essenciais.
Covas também esclareceu que, além de estar distribuindo as vacinas pelo PNI – Programa Nacional de Imunização, a prefeitura tenta duas novas frentes: integra o consórcio da FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) para doação de vacinas ao Ministério da Saúde e a negociação direta com a Janssen.
“Só um esclarecimento inicial, são duas ações distintas aqui. Primeiro as vacinas que estão sendo compradas, estão sendo buscadas pela Frente Nacional dos Prefeitos, o consórcio que a Prefeitura de São Paulo faz parte. A Frente Nacional dos Prefeitos, que reúne as principais cidades do país, está fazendo um esforço para também comprar as vacinas e caso a Frente Nacional dos Prefeitos consiga comprar as vacinas, elas serão doadas ao Ministério da Saúde.
A Prefeitura de São Paulo tem feito além desse esforço coletivo com a Frente Nacional dos Prefeitos e com autorização da Câmara Municipal, também um esforço ela própria para comprar vacinas aqui para a cidade de São Paulo. É daí que vêm as cinco milhões de doses que estão sendo negociadas junto com a Janssen. A partir do momento que a gente espera que tudo dê certo, nós vamos seguir o Plano Nacional de Imunização, o Plano Estadual de Imunização, vamos ouvir as categorias que queriam apresentar seu pleito aqui a Prefeitura de São Paulo, mas a gente segue nessas duas linhas de compras da vacina”, disse o prefeito, Bruno Covas.
Ouça:
Na quarta-feira (24), começaram os debates na Câmara Municipal em torno do projeto de lei (PL) sobre as prioridades na vacinação.
Ao lado de Bruno Covas, na entrevista coletiva, antecipou que o PL que ainda está sendo discutido não vai contemplar todas as cinco milhões de doses, mas em torno de 300 mil.
“A Câmara até discute neste momento um projeto autorizativo de prioridades que temos implementado. Nós não vamos discutir os cinco milhões, qualquer coisa em torno de 300 mil vacinas que venha priorizar e nós julgamos importante o funcionalismo público, subprefeituras paradas, fechadas, setores cruciais alguns já foram contemplados neste momento, mostra que a Câmara Municipal estava na direção certa.” – disse Milton Leite.
Ouça:
USINAS DE OXIGÊNIO / MAIS LEITOS / MEGA-FERIADO
Bruno Covas também anunciou o início do pagamento de auxílio emergencial para 1,2 milhão de pessoas em março, abril e maio, com cerca de R$ 500 milhões em recursos.
O prefeito também disse que 19 mini usinas de oxigênio serão construídas na cidade, sendo que sete entregues em 15 de abril e 12 unidades em 30 de abril. O custo será de R$ 9,5 milhões.
A instalação vai ocorrer em hospitais e UPAs e a capacidade de produção é de 900 mil cilindros por dia.
O prefeito e o secretário de Saúde, Edson Aparecido, ainda falaram da criação de 60 nos leitos de UTI e 180 de enfermaria e outros 55 leitos para pacientes de outras enfermidades que não sejam covid-19.
Por meio da Fiesp/Ciesp, empresários doaram cerca de 400 cilindros à prefeitura para a empresa White Martins envasar .
Covas ainda ressaltou que o mega-feriado de dez dias não é para as pessoas se distraírem e viajarem, mas para ficar em casa e fazer uma reverência às mais de 300 mil vidas que se perderam por causa da pandemia.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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