Greve de ônibus no ABC: Sete empresas do Grupo Baltazar paralisadas

Faixa em uma das garagens das companhias do Grupo Baltazar

Trabalhadores dizem que estão sem receber adiantamento salarial e benefícios

ADAMO BAZANI

Sete empresas de ônibus do Grupo Baltazar José de Sousa, que atendem às sete cidades do ABC Paulista, estão paradas nesta quarta-feira, 24 de março de 2021.

As companhias são Viação Ribeirão Pires, EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André, EUSA – Empresa Urbana Santo André, Viação São Camilo, Viação Triângulo, Viação Riacho Grande e Viação Imigrantes.

De acordo com o presidente do Sintetra, sindicato da categoria, Leandro Mendes da Silva, a pandemia agravou a situação financeira de todas as empresas de transportes, mas os atrasos no Grupo Baltazar são bem anteriores à covid-19.

Desta vez, não foram pagos benefícios trabalhistas, plano odontológico, convênio médico e o “vale”, que é o adiantamento salarial previsto no convenção da categoria que deve ser depositado todo o dia 20 de cada mês.

Os profissionais aguardam pagamento às 10h e se não houver depósito, a greve continuará.

Já na noite de terça-feira (22), os veículos começaram a ser recolhidos em algumas empresas do Grupo que possui ao todo 350 ônibus e mil funcionários aproximadamente.

O Grupo Baltazar está em recuperação judicial desde 2012.

Nesta terça-feira (23), foram leiloadas as marcas da EAOSA e Ribeirão Pires e imóveis.

Baltazar é apontado pela Receita Federal como um dos maiores devedores individuais da União, com R$ 1 bilhão em débitos tributários federais. A defesa contesta o valor.

As companhias operam linhas gerenciadas pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) em Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires, Mauá, São Caetano do Sul, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema e parte da capital paulista.

A EUSA também opera linhas municipais em Santo André, como B13 (Jardim Aclimação / Vila Alice),  B19 (Jardim Aclimação – Bairro Campestre) e S 36 (Estação Prefeito Saladino / Parque Novo Oratório).

As demais empresas de ônibus da região operam normalmente, tanto metropolitanas como municipais.

A EMTU informou que “como alternativa para não deixar os passageiros dessas linhas desassistidos, a EMTU contatou outras empresas para atender emergencialmente as linhas com maior demanda”.

Leilão da EAOSA e da Ribeirão Pires recebe uma proposta pelo valor de R$ 7,5 milhões

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Comentários

  1. Zamiliano Zooca disse:

    Apoio geral e irrestrito a greve dos motoristas de ônibus! Companheiros, sigam com força na luta pois venceremos!

  2. Anita disse:

    Tem que se lascar esses motoristas e cobradores xupa saco do Baltazar, vai reclamar dos ônibus velhos eles faltam bater na gente!

Deixe uma resposta