Prefeitura de Petrópolis (RJ) vai à Justiça para garantir operação de 100% da frota de ônibus

Empresas afirmam que operação é realizada com aproximadamente 75% dos veículos, com reforço nos horários de pico

JESSICA MARQUES

A Prefeitura de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, informou que entrou na Justiça para garantir a operação de 100% da frota de ônibus. A administração municipal ressaltou que a medida foi tomada após sucessivas tentativas de negociação com as empresas.

Assim, por meio da Procuradoria Geral do Município, o município entrou na quarta-feira, 17 de março de 2021, com medida judicial cobrando das empresas de ônibus o imediato retorno da operação de toda a frota.

O Executivo ressaltou que “a medida tem como objetivo garantir maior oferta de ônibus à população, evitando aglomerações dentro dos coletivos e também nos pontos de embarque e desembarque”.

A discussão sobre a operação foi judicializada em 2020. “Chegamos a conseguir a retomada de alguns horários de pico, mas precisamos também do aumento da frota. O principal objetivo é que as empresas possam aumentar a oferta de ônibus, preservando a saúde da população”, detalhou a Prefeitura, também em nota.

OUTRO LADO

Por outro lado, as empresas alegam na Justiça desequilíbrio financeiro, para justificar a impossibilidade de voltar a operar com 100% da frota. Com isso, o município está solicitando à Justiça que reconheça a necessidade da população e que determine a volta da operação para reduzir os riscos de contaminação.

O Setranspetro (Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Petrópolis) informou, em nota, que “a operação do sistema está acontecendo com aproximadamente 75% da frota de maneira fixa, contando também com reforços em horários de pico, mesmo com a demanda de passageiros que usam o transporte em torno de 60%, se comparado ao que era transportado antes da pandemia. Entretanto, diante do diálogo com o município, que não mede esforços para conter o avanço do contágio da Covid-19, as empresas de ônibus vão tratar as necessidades pontuais e ampliar o atendimento dos ônibus”.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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