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Quantidade de passageiros na EMTU, CPTM e Metrô cai 10% na fase emergencial de Doria para conter covid-19

A maior redução ocorreu na linha 4-Amarela da rede de Metrô com 71% e as menores reduções foram registradas na CPTM e nos ônibus gerenciados pela EMTU, com 58%_

Redução da demanda atual de trilhos e ônibus metropolitanos está em 61% do total que era transportado antes da pandemia, segundo governo. Horário de pico ainda é problema e escalonamento de horários de trabalhadores continua sendo opcional

ADAMO BAZANI

Nos primeiros dias de fase emergencial do Plano São Paulo, com medidas mais restritivas para conter o avanço da covid-19, a demanda dos transportes metropolitanos na Grande São Paulo teve uma queda de 10% em relação às semanas anteriores, quando o Estado estava nas fases laranja e vermelha.

Os dados são da STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos) e foram apresentados nesta quarta-feira, 17 de março de 2021, pelo coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus, Paulo Menezes, em entrevista coletiva no início da tarde ao lado do governador João Doria.

O sistema metropolitano da Grande São Paulo incorpora metrô, monotrilho, trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e ônibus e trólebus das empresas privadas gerenciados pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos).

Segundo o Governo de São Paulo, na terça-feira 16 de maio de 2021, a redução de passageiros chegou a 61% na média entre as três empresas em comparação com o período antes da pandemia do coronavírus, quando transportavam cerca de 10,5 milhões de passageiros por dia.

A maior redução ocorreu na linha 4-Amarela da rede de Metrô com 71% e as menores reduções foram registradas na CPTM e nos ônibus gerenciados pela EMTU, com 58%.

RECOMENDAÇÃO X DETERMINAÇÃO:

Na coletiva, Paulo Menezes pediu para que setores econômicos atendam à recomendação de escalonamento dos horários de entrada dos trabalhadores para reduzir a lotação nas faixas de pico, quando ocorrem ainda os maiores problemas de lotação nos ônibus, trens e metrô.

“Nós reforçamos essa medida do escalonamento. Ela é fundamental para que nós consigamos mais um elemento para reduzir o contato entre as pessoas e manter o distanciamento. O meu apelo é que todos os setores e todas as empresas contribuam com a sua parte para nós podermos reduzir a transmissão do vírus e sair da situação em que nós estamos”, disse.

Segundo o Governo do Estado, o escalonamento evitaria a concentração de passageiros nos períodos de pico no transporte, que ocorre das 5h30 às 7h30 e das 17hs às 19h30. A orientação para trabalhadores da indústria é de entrada no trabalho entre 5h e 7h e saída entre 14h e 16h. Para trabalhadores de serviço, a indicação é de entrada entre 7h e 9h e de saída entre 16h e 18h. Para funcionários do comércio, a recomendação é de entrada entre 9h e 11h e de saída entre 18h e 20h.

Mas o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy defendeu em primeira mão durante entrevista a portais de mobilidade na quinta-feira, 11 de março de 2021, entre os quais o Diário do Transporte  que o escalonamento seja uma determinação e não uma recomendação, caso contrário, haveria pouco efeito na redução da lotação excessiva em ônibus, trólebus, trens, metrô e monotrilho em horários de pico.

Para Baldy, apenas a recomendação trará poucos efeitos sobre a demanda. De acordo com o secretário dos Transportes Metropolitanos, se o escalonamento for obrigatório, a demanda pode ser diluída entre 20% e 30% no pico.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2021/03/11/audio-baldy-acredita-que-so-recomendacao-de-escalonamento-de-horarios-nao-vai-reduzir-lotacao-do-transporte-publico-e-defende-determinacao/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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