Fabricantes de ônibus alertam para grave crise do setor e pedem pressa em reformas estruturais e plano de vacinação de toda a população

FABUS cita a forte depreciação do real frente ao dólar, que trouxe como consequência direta o aumento de matérias primas como minério de ferro e petróleo

FABUS afirma em carta aberta que situação calamitosa provocada por impactos da pandemia, aliado à depreciação do real frente ao dólar, traz desabastecimento e aumento desenfreado das principais matérias primas

ALEXANDRE PELEGI

A Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus – FABUS lançou Carta Aberta nesta segunda-feira, 15 de março de 2021, destinada à população e à cadeia do sistema de transporte coletivo de passageiros por ônibus, em que alerta para a calamitosa situação do setor, para a qual, de acordo com o texto, “parece não existir controle!”.

Provocada pela pandemia do Covid-19, a interrupção global afetou inúmeras atividades, atingindo amplamente diversos segmentos da indústria e comércio. Como resultado, houve um desabastecimento e aumento desenfreado das principais matérias primas.

A carta aberta da FABUS alerta “para as consequências e efeitos indesejáveis de todo o desencadeamento desse processo”.

Mostrando o cenário crítico em que está envolta toda a cadeia produtiva ligada ao setor de transporte, os fabricantes apontam como um dos reflexos da crise o decréscimo a produção acumulada nos dois primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período de 2020: 75% no segmento de ônibus urbanos.

Segundo o texto, a indústria automobilística, onde está inserido o fabricante de ônibus, é brutalmente atingida, enfrentando sérias restrições na cadeia de fornecedores em seus diversos níveis, especialmente no desabastecimento de suprimentos essenciais como, por exemplo, aço, alumínio, componentes plásticos, borrachas, semicondutores e produtores eletrônicos.

Além disso, a FABUS cita o problema da forte depreciação do real frente ao dólar, que trouxe como consequência direta o aumento de matérias primas como minério de ferro e petróleo. São itens cujos derivados compõem grande parte dos insumos usados pela indústria. A FABUS cita em especial os casos de preços que, comparativamente de janeiro de 2020 a janeiro de 2021, subiram de forma absurda: aço e PVC, aumento de 115%; ABS, 154%; vidros, 48%; eletrônicos, tintas e químicos, 30%…

Como saída, a FABUS propõe três pontos: que a União estude forma de ajudar o setor do transporte coletivo; que se promova uma rápida aprovação das reformas e medidas estruturais para redução do Custo Brasil; e a aceleração da vacinação da população brasileira, “única forma de retomar plenamente a nossa atividade econômica e desenvolvimento de nosso Brasil”.

Leia a Carta Aberta na íntegra:


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. carlos souza disse:

    Nada disso.Decretar a extinção do país do crime e aceitar que esse mundo é hipócrita e criminoso e acabou de vez.É só o que resta.Só assim acaba a mentira,o crime e a incomodação.Esse mundo não tem mais legitimidade nenhuma.Nunca nem jamais teve nem terá.É tudo parte desse Sistema criminoso e corrupto.

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