Modernização de estradas federais é tema de decreto do governo Bolsonaro

onibus rodovia
Ônibus em trecho duplicado na BR-116.

Ministério da Infraestrutura terá o papel de coordenação das ações de Política batizada como Inov@BR

ALEXANDRE PELEGI

O governo federal criou nessa sexta-feira, 12 de março de 2021, a Política de Modernização da Infraestrutura Federal de Transporte Rodoviário.

Em decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, a Política, batizada de Inov@BR, tem entre suas metas elaborar estratégias para elevar o nível de segurança e fluidez das rodovias federais, além de buscar um incremento no nível de tecnologia empregada. Outra missão é elaborar estudos para o aprimoramento regulatório do setor.

Editado por recomendação do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), o decreto será publicado na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira, 15 de março.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que os impactos socioeconômicos dos acidentes de transporte no Brasil geram, em média, cerca de R$ 130,66 bilhões em dispêndios públicos.

Referindo-se a estes dados, o Ministério da Economia afirmou em nota que, com base em estudos como esse, “soluções serão implementadas nas rodovias para torná-las mais seguras, amigáveis e até mesmo mais tolerantes aos erros dos condutores, com ganhos imediatos na redução de vítimas hospitalizadas“.

No quesito tecnologia, um dos eixos da Inov@BR, o programa vai estimular a adoção de técnicas e materiais mais modernos, sustentáveis e de maior eficiência, além do uso de aparelhos para monitoramento contínuo e serviços de conectividade nas rodovias.

O Ministério da Infraestrutura terá o papel de coordenação das ações da Política, que envolverão a articulação de vários órgãos, em especial a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Em comunicado, a pasta afirmou que há uma estima de que a política tenha potencial de investimento acima de R$ 10 bilhões em rodovias concedidas. “Nos trechos sob gestão pública, dependerá para sua consecução apenas dos recursos orçamentários já regularmente previstos“, finaliza.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Comentários

Deixe uma resposta