Modernização de estradas federais é tema de decreto do governo Bolsonaro
Publicado em: 13 de março de 2021
Ministério da Infraestrutura terá o papel de coordenação das ações de Política batizada como Inov@BR
ALEXANDRE PELEGI
O governo federal criou nessa sexta-feira, 12 de março de 2021, a Política de Modernização da Infraestrutura Federal de Transporte Rodoviário.
Em decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, a Política, batizada de Inov@BR, tem entre suas metas elaborar estratégias para elevar o nível de segurança e fluidez das rodovias federais, além de buscar um incremento no nível de tecnologia empregada. Outra missão é elaborar estudos para o aprimoramento regulatório do setor.
Editado por recomendação do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), o decreto será publicado na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira, 15 de março.
Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que os impactos socioeconômicos dos acidentes de transporte no Brasil geram, em média, cerca de R$ 130,66 bilhões em dispêndios públicos.
Referindo-se a estes dados, o Ministério da Economia afirmou em nota que, com base em estudos como esse, “soluções serão implementadas nas rodovias para torná-las mais seguras, amigáveis e até mesmo mais tolerantes aos erros dos condutores, com ganhos imediatos na redução de vítimas hospitalizadas“.
No quesito tecnologia, um dos eixos da Inov@BR, o programa vai estimular a adoção de técnicas e materiais mais modernos, sustentáveis e de maior eficiência, além do uso de aparelhos para monitoramento contínuo e serviços de conectividade nas rodovias.
O Ministério da Infraestrutura terá o papel de coordenação das ações da Política, que envolverão a articulação de vários órgãos, em especial a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Em comunicado, a pasta afirmou que há uma estima de que a política tenha potencial de investimento acima de R$ 10 bilhões em rodovias concedidas. “Nos trechos sob gestão pública, dependerá para sua consecução apenas dos recursos orçamentários já regularmente previstos“, finaliza.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



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