Câmara de São Vicente cria comissão para discutir erros do projeto de VLT da Baixada Santista

VLT da Baixada Santista

Já em Santos, MP deve investigar falta de segurança em trecho do meio transporte

ADAMO BAZANI

Possíveis erros de execução e de projeto do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da Baixada Santista serão alvos de uma apuração da Câmara Municipal de São Vicente, no litoral paulista.

A criação de uma CEV (Comissão Especial de Vereadores) foi aprovada pela Casa.

Em até 180 dias deve ser apresentado um relatório com a conclusão dos trabalhos.

Entre os aspectos a serem analisados estão áreas suscetíveis a colisões entre o VLT e demais veículos, riscos de atropelamento e os alagamentos que passaram a ocorrer depois da implantação do meio de transporte, como na Esplanada dos Barreiros e no bairro Itararé.

Devem ser ouvidos moradores, associações, engenheiros, técnicos e representantes da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) e da BR Mobilidade, do Grupo Comporte, que é a operadora do sistema.

Já sobre o trecho de Santos, o Ministério Público do Estado de São Paulo deve investigar denúncias de falta de segurança operacional em especial entre as estações João Ribeiro e Nossa Senhora de Lourdes.

O pedido de investigação foi feito por meio de representação pela Amapena (Associação de Moradores e Amigos Pé na Areia).

Segundo o jornal Diário do Litoral, o Conselho Superior do MP negou um recurso da BR Mobilidade que tentava impedir o início das investigações.

A associação ainda pede a recuperação do canteiro dos trilhos entre a estação João Ribeiro e o túnel.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Luiz Carlos Direnzi disse:

    Só no Brasil que tem esses tipos de problemas. Na Europa o trem passa nos perímetro urbanos, em ruas, avenidas dividindo espaço com os demais veículos e aqui tudo incomoda os incomodados.

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