Grande Goiânia mantém transporte coletivo funcionando, mas estende restrições à circulação de pessoas por mais sete dias

Foto: divulgação

Reunião com 17 cidades da Região Metropolitana durou quase todo o sábado, e acabou por definir maior fiscalização no combate à pandemia

ALEXANDRE PELEGI

Acabou há pouco a reunião das cidades da Região Metropolitana de Goiânia (RMG). O encontro durou quase todo este sábado, 06 de março de 2021.

Ao final, os representantes das 17 prefeituras concordaram em prorrogar o decreto de restrição na região, por mais 7 dias, promovendo algumas alterações.

A expectativa de que o transporte coletivo fosse suspenso no período não se consumou.

As novas restrições aprovadas hoje começam a valer na próxima segunda-feira (8).

O decreto busca reduzir a circulação do coronavírus, e as ações têm como principal função restringir a circulação de pessoas.

Os municípios decidiram também por uma maior fiscalização no comércio e no transporte coletivo, garantindo o cumprimento das determinações do decreto.

Cada município deverá editar seu próprio decreto a partir de amanhã, domingo (07).

Os prefeitos vêm sofrendo pressão dos lojistas para que reabram o comércio, mas interrompam a circulação dos ônibus.

Nesta manhã, o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) que se manifestou contrário à paralisação do transporte público.

O MP enviou recomendação ao prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, pedindo a não paralisação do transporte coletivo na capital. A promotoria reagiu à sugestão do presidente da Fecomércio, Marcelo Baiocchi, que na última sexta-feira (05) propôs que os ônibus parassem de circular, como forma de diminuir o contágio.

Num trecho do documento encaminhado à prefeitura de Goiânia, o MP-GO escreve: “O objeto da recomendação não é discutir a abertura do comércio, essa é uma decisão que deve ser tomada pela Prefeitura. Por outro lado, dá pra imaginar uma série de possíveis situações delicadas que ocorreriam com a paralisação do transporte coletivo, como a impossibilidade de acessar o sistema de Saúde por aqueles que dependem exclusivamente dos ônibus para se locomover”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. JOÃO COSTA disse:

    Infelizmente as Autoridades fecham os olhos para o povo, o baixo clero, os pobres, DEIXANDO CIRCULAR OS ÔNIBUS LOTADOS, pela cidade.
    Quando começar as invasões aos condomínios horizontais e casas das Autoridades, em busca de alimentação, aí agiram de forma a dar aos pobres condições de vida.

  2. EDUARDO DA SILVA SANTOS disse:

    E muito fácil aplicar restrição a população. Quem vai arcar com as consequências. Quem vai pagar o aluguel, a comida na geladeira, e outras coisas. Eles prefeitos, governadores, vereadores, políticos já tem o seu garantido na conta no final do mês. E o resto. Como fica.

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