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Empresa de transporte de Marília (SP) comunica rescisão de contrato com a prefeitura após forte prejuízo

Grande Marília, que opera nas zonas Norte e Leste da cidade, informou que seus ônibus vão circular somente até 31 de março 

ALEXANDRE PELEGI 

Após relatar problemas financeiros por causa da forte queda de demanda de passageiros em decorrência da covid-19, a empresa Grande Marília, responsável pelo transporte nas zonas Norte e Leste da cidade, comunicou a Prefeitura nesta quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021, que seus ônibus irão circular somente até o dia 31 de março. 

Por falta de pagamento nos salários, como mostrou o Diário do Transporte, os trabalhadores já tinham realizado uma paralisação nesta terça-feira (23), retornando ao trabalho horas depois. O motivo:  a necessidade de cumprir a Lei de Greve, que exige que os trabalhadores informem com 72 horas de antecedência a prefeitura, o Ministério Público do Trabalho e a Polícia Militar.  Relembre:

Ônibus em Marília voltam a rodar mesmo sem empresa pagar salários, mas greve será retomada dia 1º de março

Com a greve marcada para ser retomada na próxima segunda-feira, 1 de março, a Grande Marília está pedindo agora a rescisão do contrato de concessão com o município assinado há dez anos. 

A empresa alega que a prefeitura não fornece subsídio, e os reajustes tarifários foram todos abaixo da inflação oficial.  Com a forte queda no número de passageiros por causa da pandemia da Covid-19, o desequilíbrio econômico do contrato deixou a empresa sem condições de pagar funcionários e suas principais despesas.   

A Sorriso Marília, outra empresa que opera no restante da cidade, nas zonas Sul e Oeste, segue sem problemas até o momento. 

Da parte da prefeitura o prefeito Daniel Alonso (PSDB) já afirmou que não vai repassar recursos municipais para ajudar na questão da Grande Marília e de seus funcionários. 

Em dezembro passado a Associação Mariliense de Transporte Urbano (AMTU), entidade que representa as duas empresas de transporte público, protocolou um pedido de aumento da tarifa de R$ 3,80 para R$ 6,24. 

O último reajuste ocorreu em março de 2019, após quatro anos, equivalente a 26,6%.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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