Ônibus em Marília voltam a rodar mesmo sem empresa pagar salários, mas greve será retomada dia 1º de março

Foto: Washington Belo / Ônibus Brasil

Sindicato dos trabalhadores decide cumprir a Lei de Greve, que exige a notificação oficial da paralisação com 72 horas de antecedência, o que não havia sido feito

ALEXANDRE PELEGI

Após uma greve no transporte público que afetou em torno de 60 mil pessoas nesta terça-feira, 23 de fevereiro de 2021, em Marília, no interior paulista, os ônibus voltaram a rodar na parte da tarde.

Trabalhadores da empresa Grande Marília, que atende parte do transporte público da cidade, cruzaram os braços em protesto se queixando que a companhia depositou somente 40% dos salários referentes a janeiro.

Em reunião entre o sindicato dos trabalhadores e a empresa de ônibus no início da tarde, ficou reafirmado que não há como a Grande Marília quitar o valor do salário atrasado de janeiro. A viação sequer deu prazo para solucionar o problema.

Em assembleia, os trabalhadores decidiram continuar com a greve.

Mas diante da necessidade de cumprir a Lei de Greve, que exige que os trabalhadores informem com 72 horas de antecedência a prefeitura, o Ministério Público do Trabalho e a Polícia Militar, prevaleceu por unanimidade de manter a operação até o próximo domingo (28).

A notificação de greve será encaminhada nesta quarta-feira (24), com a paralisação marcada para ser retomada na segunda-feira (1º).

A Grande Marília manifestou-se em nota lamentando a paralisação, culpando a situação deficitária de empresa diante da tarifa congelada desde março de 2019, e dos impactos decorrentes da pandemia. Por causa disso, afirmou a companhia, não há mais fluxo de caixa para o pagamento dos salários.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Luzia disse:

    É uma vergonha isso.deixa os motoristas sem pagamento.onibus cheio.nova Marília e padre Nóbrega.

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