Medida depende de adequações nos dois quilômetros de linha férrea que conectam a estação ferroviária, atual local de desembarque, ao Complexo
ALEXANDRE PELEGI
A prefeitura de Jundiaí propôs à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que o desembarque do expresso turístico deixe de ser na estação ferroviária da cidade, e passe a ser no Complexo Fepasa.
O Complexo tem importância histórica para a cidade, sendo o único patrimônio material do Município com tombamento em nível nacional, com registro no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Já o Expresso Turístico Jundiaí é um passeio realizado com uma locomotiva histórica do século passado. O trajeto é realizado aos sábados, com partida na Estação da Luz chegando à Estação Jundiaí.
O trem segue pela estrada de ferro implantada em 1867 pela antiga SPR (São Paulo Railway Co.), empresa de capital inglês. Essa foi a primeira ferrovia de São Paulo e foi construída para levar, principalmente, o café produzido na região de Jundiaí até o Porto de Santos.
A proposta de integração foi feita diretamente ao presidente da CPTM, Pedro Moro, pelo vice-prefeito Gustavo Martinelli nesta segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021, segundo comunicado da prefeitura.
A integração, segundo a prefeitura, faz parte de um planejamento articulado pela Unidade de Gestão de Cultura (UGC) com a Unidade de Gestão de Agronegócio, Abastecimento e Turismo (UGAAT) e o Conselho Municipal de Turismo (Comtur). O objetivo é integrar o espaço ao fluxo turístico no Município, e depende da CPTM da realização de adequações nos cerca de dois quilômetros de linha férrea que conectam a estação ferroviária ao Complexo Fepasa.
A prefeitura pretende reorganizar o Complexo Fepasa, com a intenção de devolvê-lo ao uso da cidade, de modo conectado ao Centro Histórico.
Na audiência com o presidente da CPTM, o gestor da UGC, Marcelo Peroni, afirmou que além de um Plano Diretor para seu uso aprovado pelos órgãos de proteção, entre outros recursos destinados e prospectados, a prefeitura dispõe de R$ 400 mil aprovados pelo MIT – Municípios de Interesse Turístico. A pretensão é investir esse valor em plataforma de desembarque na ala histórica do Complexo “se a CPTM tiver interesse em estender o percurso do expresso”, disse Peroni.
Pedro Moro prometeu avaliar as questões técnicas e operacionais, mas ressaltou que não vê impeditivos técnicos. “Faremos uma vistoria técnica para, em seguida, podermos retomar as tratativas”, afirmou o presidente da CPTM.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
