Araraquara suspende todo o transporte coletivo de 21 a 23 de fevereiro por causa da covid-19

Araraquara receberá ônibus de outas cidades; mas urbanos não funcionarão

Táxis e aplicativos poderão operar. Nova cepa e ocupação de hospitais preocupam cidade

ADAMO BAZANI

O transporte coletivo municipal por ônibus ficará suspenso integralmente em Araraquara, no interior de São Paulo, entre domingo, 21 de fevereiro de 2021, e terça-feira, 23.

A suspensão é uma das medidas do decreto 12.490 publicado pelo prefeito Edinho Silva nesta sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021, para conter o avanço da covid-19 na cidade e na região.

Casos da nova cepa brasileira, que é mais transmissível e pode ser mais violenta, do vírus e a alta ocupação dos hospitais preocupam prefeito e moradores.

Neste período, estarão disponíveis apenas táxis e transportes por aplicativos de carros.

O terminal rodoviário para os ônibus que vêm de outras cidades continuará aberto.

Até os supermercados estarão com proibições, já que só poderão atender por delivery desde que o estabelecimento permaneça com as portas fechadas e opere com até 30% (trinta por cento) de seus funcionários ou prestadores de serviços.

Apenas supermercados poderão fazer entregas em domicílio.

Farmácias e atendimentos à saúde, tanto humana como animal, poderão funcionar, mas com as restrições de distanciamento.

Postos de combustíveis só podem atender exclusivamente para abastecimento dos serviços públicos municipais, estaduais e federais, inclusive polícia militar.

A circulação de pessoas será permitida apenas para aquisição de medicamentos; obtenção de atendimento ou socorro médico para pessoas ou animais; embarque e desembarque no terminal rodoviário; atendimento de urgências ou necessidades inadiáveis próprias ou de terceiros.

Quem sair de casa vai ter de provar necessidade de deslocamento caso seja parado por guardas ou policiais. Para isso, deve apesentar documentos como nota fiscal da compra ou prescrição médica do medicamento adquirido ou a ser adquirido; atestado de comparecimento na unidade de saúde de prestação do atendimento ou socorro médico ou prescrição de medicamentos resultante do atendimento; carteira de trabalho, contracheque, contrato social de empresa que seja sócio desde que a atividade seja essencial, tíquete ou imagem da passagem; ou comprovação da urgência ou da necessidade inadiável por qualquer meio ou declaração própria ou de terceiro da ocorrência do fato.

Veja o decreto na íntegra:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Deixe uma resposta