Deputados de São Paulo aprovam instalação de câmeras de reconhecimento facial na CPTM e Metrô

Objetivo, segundo o projeto, é aumentar a segurança, combater casos de assaltos e violência sexual, como também coibir ação de torcidas de futebol

WILLIAN MOREIRA

Os deputados da ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) aprovaram o PL (Projeto de Lei) nº 865 de 2019 protocolado pelo deputado Rodrigo Gambale que autoriza a instalação de câmeras de reconhecimento facial nas estações e trens do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

De acordo com o parlamentar, a intenção é aumentar a segurança e combater ações criminosas como roubos, furtos, atos de depredação e vandalismo e crimes sexuais.

O próprio parlamentar afirma ter sido vitima de furto na estação Brás em 2019, quando teve um celular levado na ocasião.

Gambale afirma ter conversado com funcionários das duas empresas e ter tomado conhecimento de quadrilhas especializadas agindo nos trens e não podem ser reconhecidos pela falta de câmeras.

“A insegurança que a população sente tem que acabar. É inaceitável que as pessoas não tenham tranquilidade para se deslocar pela cidade, enquanto criminosos agem livremente e apostam na impunidade”, afirmou o deputado em nota divulgada para a imprensa.

O PL também propõe parcerias com os órgãos de segurança pública para contribuir em investigações para identificar foragidos da justiça e também na busca de pessoas desaparecidas.

Veja abaixo a justificativa do projeto:

“É demais oportuna à instalação de câmeras de reconhecimento facial nas estações do Metrô– Companhia do Metropolitano de São Paulo e da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, bem como no interior dos vagões das composições.

Não raro, infelizmente, as mídias eletrônicas exibem para o público cenas de violência nessas estações, com “quebra-quebra” generalizado.São, muitas vezes, torcidas organizadas que vão quebrando toda a estação. Ou grupos fazendo “arrastões” e roubando todos os passageiros. Há casos, ainda, de brigas entre os vendedores-ambulantes desses locais com seguranças da própria estação.E, finalmente, ocorrem também ações individuais, onde um ladrão assalta um usuário, ou mesmo, atos gravíssimos como homicídios praticados. Dentro das composições, ocorrem roubos de celulares e ações de punguistas com bastante frequência.

A presença de câmeras de reconhecimento facial nesses locais inibe a ação criminosa, pois o praticante saberá que será reconhecido. E, ainda que o crime seja praticado, essas câmeras identificarão os possíveis responsáveis.

Finalmente, as câmeras facilitam também a localização de eventuais criminosos foragidos e de pessoas desaparecidas, prestando um serviço de incalculável importância.”

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. vagligeiro disse:

    Estranho pois hoje as estações e trens ainda possuem câmeras, apesar que não tem sistema de reconhecimento facial.

    No caso de criminosos, muitos entram por “elos furados” em estações onde precisa de melhor monitoria.

  2. Ah faça-,me o favor….não tem câmeras de reconhecimentos? E as que estão aí, já não seriam para isso? Desde que solicitado oficialmente? Ou seja mais gastos nas companhias, que lutam em concluir instalações de acessos à pessoas especiais,,e esse sim é que falta, em algumas.

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