Greve de ônibus em Teresina prossegue após novo fracasso em negociações

Foto: Glauber Medeiros / Ônibus Brasil

Em reunião no TRT nesta terça (16), trabalhadores afirmam que empresários não apresentaram propostas que atendessem reinvindicações da categoria

ALEXANDRE PELEGI

A greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Teresina, no Piauí, entrará nesta quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021, em seu décimo dia.

A paralisação deve continuar após novo fracasso nas negociações que ocorreu nesta terça-feira (16), em reunião mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entre os trabalhadores, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro), e os empresários organizados no Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT).

A greve começou dia 8 de fevereiro, segunda-feira da semana passada.

Os trabalhadores reclamam dos salários atrasados. Motoristas e demais funcionários relatam que não houve o pagamento dos salários de janeiro e dos benefícios, como o vale-refeição, plano de saúde, além da demissão de metade dos cobradores. E dizem ainda que não foi fechada a renovação da convenção coletiva de trabalho referente a 2021.

Representantes do Sintetro afirmaram após a reunião do TRT hoje que o SETUT não trouxe propostas para atender as reinvindicações da categoria.

O sindicato dos trabalhadores sinaliza agora com um novo protesto para esta quarta-feira, quando se concentrarão na Câmara Municipal para uma audiência pública sobre o sistema de transporte coletivo da capital.

OUTRO LADO

Em nota, o Sindicato que representa as empresas de transporte de Teresina afirma que não há possibilidade de cumprir os termos da convenção coletiva de 2019, por causa do déficit financeiro do sistema e da falta de repasses descumpridos pela gestão municipal.

Leia a nota na íntegra:

O SETUT informa que avalia como positiva a reunião realizada nesta terça-feira (16) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) junto ao Sintetro, pois está havendo um diálogo entre as partes, mas que ainda não foi possível um consenso entre os interessados. A entidade manifesta o interesse de participação da Prefeitura na mesa de negociações, como forma de dar prosseguimento a um acordo efetivo.  O SETUT esclarece que, no momento, não há possibilidade de cumprimento total dos termos vigentes na convenção coletiva de 2019, devido ao déficit financeiro pelo qual o sistema passa e a falta de repasses previstos no contrato de concessão, descumpridos pela gestão municipal, que são essenciais para o funcionamento eficaz do sistema de transporte público. A entidade reitera que está em busca, prioritariamente, da manutenção dos postos de trabalho e consequente sobrevivência do sistema.  O SETUT segue em busca de uma negociação efetiva e uma melhor alternativa para um acordo com a categoria dos trabalhadores, a fim de que o movimento grevista seja interrompido.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. JAIRO CRUZ PEREIRA DE SOUSA disse:

    Porque o sindicato não entrar com pedido na justiça para pagamento direto na conta dos trabalhadores e só a justiça intervir com o pedido da folha de pagamento com as contas bancária e mandar a prefeitura depositar na conta dos trabalhadores o restante ela envia ao setut.e coloca os ônibus na rua. Por que a população não pode pagar mais essa conta pois a mesma população que paga os salários deles são as que sofre com a falta de ônibus chega já deu.

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