Veículos de dois andares possuem poltronas leito-cama com massageadores e itens contra a covid-19. Cada ônibus com todos os equipamentos custa R$ 1,16 milhão
ADAMO BAZANI
A Viação Itapemirim trouxe novamente ao mercado de linhas interestaduais a marca “dream bus”, que se destacou na história da empresa por ser um dos primeiros serviços de ônibus com duas características: leito e executivo, em veículos de um pavimento, com os monoblocos Mercedes-Benz O400 RSD, de três eixos.
Mas desta vez, a “dream bus” volta repaginado, operado por ônibus de dois andares com todas as poltronas leito-cama dotadas de itens como massageadores com acionamento individual, carregadores USB para celulares e notebooks, itens de proteção contra a covid-19, saídas de ar-condicionado individuais e iluminação interna que provoca a sensação de relaxamento para os passageiros.
O Diário do Transporte conversou por meio de aplicativo de mensagem com o proprietário da Viação Itapemirim, Sidnei Piva, que disse que as primeiras três unidades que estão na empresa estão previstas para operar na ligação Belo Horizonte (MG) Brasília (DF).
Até meados do segundo semestre, de acordo com o empresário, devem ser introduzidos na frota mais 30 veículos “dreambus” com investimentos de aproximadamente R$ 35 milhões.
Confira a entrevista e abaixo, imagens do veículo e uma história resumida do “Dream Bus”.
Diário do Transporte: Quantos ônibus são no total?
Sidnei Piva: São os três primeiros. Vamos ampliar de três em três de acordo com a ampliação de mercados que vamos atuar.
Diário do Transporte: Estes ônibus são próprios ou agregados?
Sidnei Piva: São próprios
Diário do Transporte: São zero km?
Sidnei Piva: Sim. Zero
Diário do Transporte: O que é o “dream bus”?
Sidnei Piva: É uma marca registrada da Itapemirim quando no passado foi a primeira empresa a colocar serviço duplo em um mesmo veículo.
Nesta retomada do DREAM BUS, serão ônibus com serviço diferenciado, Leito Cama com massageadores em todas as poltronas.
Diário do Transporte: Quais linhas devem prestar serviços?
Sidnei Piva: Iniciaremos com Belo Horizonte X Brasília e posteriormente em mercados entre as principais capitais.
Diário do Transporte: Qual a capacidade: passageiros em cima e embaixo
Sidnei Piva: 28 total, todos Leito Cama com seis no andar de baixo.
Diário do Transporte: Quais são os diferenciais?
Sidnei Piva: Poltronas mais largas, tipo cama que reclinam 180 graus, com os massageadores acionados por controle individuais.
Diário do Transporte: Qual foi o investimento? Estão previstos outros dreambus? Quantos e quando?
Sidnei Piva: R$ 3,5 milhões nestes primeiros e prevemos R$ 35 milhões em mais 30 veículos deste tipo até meados segundo do semestre.
HISTÓRIA:
Pesquisadores da história dos transportes rodoviários classificam o “dream bus” da Itapemirim como a primeira iniciativa do mercado de oferecer dois tipos de serviços num mesmo ônibus, algo que seria adotado depois por outras empresas do setor, antes mesmo da “popularização” dos modelos de dois andares.
Nos monoblocos Mercedes-Benz O400 RSD (de três eixos) na década dos anos 1990, a configuração consistia em 24 poltronas executivas no lado esquerdo do ônibus e oito poltronas leito (para os padrões da época) no lado direito.
As poltronas executivas eram de fileira dupla, já as de padrão leito eram individuais.
Entre os itens de conforto estavam ar-condicionado, geladeira com água mineral e carregadores de tomadas.
Uma das linhas mais marcantes com o modelo foi a Cachoeiro de Itapemirim (ES) / Rio de Janeiro (RJ).
A Itapemirim ficou famosa por classificar as diferentes características dos ônibus por nomes que se tornaram marcas, como Tribus, Climm, Bombon, Golden, Rodonave e o próprio Dream Bus.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
