Doria reclassifica Estado com regiões retornando para a fase amarela, como capital e Grande SP

Governador João Doria em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, 05 de fevereiro de 2021

Flexibilização ocorre por melhoria nos índices relacionados à covid-19

ADAMO BAZANI

O governador João Doria, anunciou nesta sexta-feira, 05 de fevereiro de 2021, mais uma reclassificação das regiões do Estado no Plano São Paulo de quarentena para conter o avanço da covid-19.

Depois de ter deixado todo o Estado nas fases vermelha ou laranja desde 25 de janeiro de 2021, a nova classificação permite que regiões voltem à fase amarela, menos restritiva.

A nova classificação passa a valer a partir deste sábado, 06 de fevereiro de 2021.

Assim, vão para a fase amarela a capital paulista, Grande São Paulo, Araçatuba, Baixada Santista, Registro, Campinas  e Presidente Prudente

Na fase laranja ficam São José do Rio Preto, Barretos, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista, Piracicaba, Sorocaba, Taubaté

Na fase vermelha ficam Franca, Araraquara e Bauru

As recomendações são de que as regiões no laranja sigam as restrições da fase vermelha a partir das 20h e as que estão no amarelo a partir das 22h, só com os serviços essenciais funcionando.

 

Na última quarta-feira (03), Doria já havia anunciado que será suspensa a partir deste sábado, 06 de janeiro de 2021, a medida complementar ao Plano São Paulo, que deixava todo o Estado na fase vermelha aos fins de semana e nos dias úteis das 20h às 06h.

Na fase vermelha só podem funcionar atividades essenciais como hospitais, clínicas veterinárias de urgência, farmácias, supermercados, serviços de segurança e transportes públicos como ônibus, trens, metrô, assim como aplicativos e táxis.

O endurecimento das regras do dia 25 de janeiro de 2021 ocorreu devido ao aumento das contaminações, internações e óbitos pela covid-19, como reflexo das eleições municipais e festas de Natal e Ano Novo.

Mas, de acordo com a equipe de Saúde do Estado de São Paulo , estes índices começaram a melhorar.

Fase 1 (Vermelha): Alerta Máximo – Fase de contaminação, com liberação apenas para serviços essenciais)

Na fase vermelha, ficam liberadas apenas as atividades consideradas essenciais

– Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e estabelecimentos de saúde animal.

– Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres. É vedado o consumo no local.

– Bares, lanchonetes e restaurantes: permitido serviços de entrega (delivery) e que permitem a compra sem sair do carro (drive thru). Válido também para estabelecimentos em postos de combustíveis.

– Abastecimento: cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção.

– Logística: estabelecimentos e empresas de locação de veículos, oficinas de veículos automotores, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos.

– Serviços gerais: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais.

– Segurança: serviços de segurança pública e privada.

– Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens.

– Construção civil, agronegócios e indústria: sem restrições.

Fase 2 (Laranja): Controle – Fase de atenção, com eventuais liberações.

Na fase laranja, shoppings centers (com proibição de abertura das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade limitada a 40%, horário reduzido para oito horas seguidas e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos.  Foram incluídos na atualização dos critérios as atividades de salões e barbearias, além de bares e restaurantes que estarão liberados com restrições. Ainda de acordo com a atualização anunciada em 08 de janeiro de 2021, todas as atividades permitidas puderam funcionar oito horas por dia (antes eram quatro horas) e a ocupação dos estabelecimentos na fase laranja passa de 20% para 40% da capacidade.

Fase 3 (Amarela): Flexibilização – Fase controlada, com maior liberação de atividades

Na fase amarela, shoppings centers (com proibição de abertura das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade a limitada 40%, horário reduzido para seis horas seguidas e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos, salões e barbearias, além de bares e restaurantes que estarão liberados com restrições. O governo do Estado antecipou para esta fase as academias, parques e salões de beleza e barbearias.

Fase 4 (Verde): Abertura Parcial – Fase decrescente, com menores restrições

Na fase verde, fica liberado o funcionamento de todos os estabelecimentos comerciais e de serviços, incluindo academias e praças de alimentação dos shoppings, desde que com capacidade limitada a 60% e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos. Ficam proibidos eventos que gerem aglomeração.

Fase 5 (Azul): Normal controlado – Fase de controle da doença, liberação de todas as atividades com protocolos de segurança e higiene.

Retomada da economia dentro do chamado “novo normal”

TRANSPORTES: OFERTA MAIOR QUE DEMANDA E FONTES EXTRA-TARIFÁRIAS:

Toda alteração no Plano São Paulo é acompanhada de perto pelo setor de transportes.

Nos casos de flexibilização maior há impactos diretos na demanda de passageiros de ônibus, trens e metrô, e também aumento no trânsito de veículos particulares.

Em relação ao transporte público, de acordo com os especialistas, o ideal é ampliar a oferta de ônibus e composições num percentual maior que o da demanda para evitar superlotação e risco maior de contágio. Ao mesmo tempo, tem sido um desafio manter os sistemas economicamente sustentáveis com uma oferta maior que a demanda, num cenário ideal de operação neste momento.

O consenso é que os sistemas de transportes não devem depender apenas das tarifas, mas obter formas de subsídios externos para a continuidade dos serviços.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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