Tribunal de Contas do DF pede explicações sobre possíveis irregularidades na implantação do VLT na via W3

Órgão apura se governo paga duas vezes por um mesmo serviço. Foto: Divulgação.

Semob tem prazo de 30 dias corridos para se defender da denúncia

WILLIAN MOREIRA

O TC-DF (Tribunal de Contas do Distrito Federal) investiga uma denúncia de irregularidades no PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) da construção do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) na via W3.

A decisão foi tomada em 27 de janeiro e analisa se existem riscos de o Governo do Distrito Federal pagar outra vez por estudos técnicos que já teriam sido realizados e foram ignorados no trâmite.

Segundo a denúncia, no ano de 2015 o Metrô-DF contratou estudos para criar um PDTT (Plano de Desenvolvimento de Transporte sobre Trilhos) e um documento afirma que o pagamento de pouco mais de R$ 5 milhões por este plano foi efetuado na gestão anterior, para ser utilizado em determinar investimentos na infraestrutura no transporte e mobilidade urbana no Distrito Federal.

O PMI atual contém vários produtos já abordados no estudo do PDTT e seria pago outra vez por um serviço já finalizado em 2018.

“Será pago, novamente, por algo já concluído em 2018. Dinheiro público gasto para elaboração de estudos que serão engavetados sem que sejam utilizados para os fins aos quais foram realizados”, cita parte do documento.

A Semob (Secretaria de Mobilidade do Distrito Federal) tem até 30 dias a partir da notificação oficial para enviar ao TC esclarecimentos, que por sua vez irá analisar o mérito da denúncia, se há procedência ou não das alegações, podendo determinar medidas adicionais.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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