Greve do BRT do Rio: Prefeitura cria plano de operação especial para minimizar impactos da paralisação

Prefeitura deslocou guardas para as estações

Linhas de ônibus comuns foram ampliadas até os terminais de BRT e Guarda Municipal está em estações para evitar depredações

ADAMO BAZANI

Passageiros dos três corredores do BRT no Rio de Janeiro ainda enfrentam dificuldades por causa da paralisação dos trabalhadores desde as primeiras horas desta segunda-feira, 01º de fevereiro de 2021.

Para tentar minimizar os impactos, a prefeitura diz que prolongou linhas de ônibus comuns até estações do BRT que foram fechadas.

As linhas 801 (Bangu-Taquara) e 803 (Senador Camará-Taquara) foram estendidas até o terminal Alvorada.

Já as linhas 2335 (Santa Cruz-Castelo, via Barra); 2802 (Santa Cruz-Barra) e 2337 (Santa Cruz-Castelo, via Sepetiba) receberam reforço de 23 ônibus executivos por atenderem o eixo até a Barra da Tijuca.

As linhas 2338 (Campo Grande-Castelo, via Magarça); 2801 (Campo Grande-Barra, via Magarça); 2803 (Vila Kennedy-Alvorada); 2804 (Bangu-Barra), da Jabour tiveram frota de ônibus ampliadas.

Já a empresa Pegáso reforçou o atendimento nas linhas 770 (Coelho Neto-Campo Grande) e 771 (Coelho Neto-Campo Grande – metrô).

Já linhas que alimentam o BRT foram suspensas enquanto durar a greve: 883 (Bangu-Mato Alto); 853 (Vila Kennedy-Mato Alto); 897 (Paciência-Pingo D’água).

Por meio de nota, a prefeitura do Rio de Janeiro informou que a Guarda Municipal colocou em prática, às 4h um plano de contingência com efetivo de 102 agentes, 17 carros e nove motos, atuando em dez estações do BRT, nos corredores Transcarioca e Transoeste, devido à paralisação de rodoviários.

A ação preventiva visa evitar a depredação do patrimônio público,  zelar pela proteção  de bens, serviços e instalações, além de monitorar a circulação de passageiros nas estações.

Os agentes fazem o patrulhamento a  pé e com apoio de veículos para agilizar o serviço  e também organizar o trânsito no entorno das estações.

Estações do BRT vigiadas pela GM

– Terminal Jardim Oceânico, Barra da Tijuca

– Terminal Alvorada, Barra da Tijuca

– Salvador Allende, Recreio dos Bandeirantes

– Terminal de Santa Cruz

– Mato Alto, Guaratiba

– Magarça, Guaratiba

– Pingo d’Água, Guaratiba

– Terminal de Campo Grande

– Paulo da Portela, Madureira

– Vicente de Carvalho

No último sábado, 30 de janeiro de 2021, o Consórcio BRT Rio, que é formado pelas empresas de ônibus responsáveis pela operação, informou por meio de nota que não tem dinheiro para pagar a segunda parcela do salário de janeiro aos funcionários, conforme prometido.

Além disso, a concessionária alega que está sem recursos até mesmo para a compra de insumos, como combustível.

Segundo o BRT Rio, foi registrada por causa da pandemia de covid-19, uma queda de até 75% no número de passageiros. Atualmente esse índice está na faixa de 45% em relação ao período anterior à covid-19.

A perda de receita entre março de 2020 e janeiro de 2021 atingiu R$ 200 milhões, segundo a concessionária.

NÚMEROS BRT

– Funcionários: 1.900

– Frota atual: 298

– Frota em condições de operação: 200

– Custo aproximado para recuperação da frota inoperante: R$ 10 milhões (levando-se em conta o custo de R$ 100 mil/veículo)

– Total de estações e terminais: 134

– Estações que seguem fechadas: 48 (20 delas no eixo da Cesário de Melo, por determinação da Prefeitura, em 2018, por falta de segurança)

– Estações reinauguradas ou reformadas: 36

– Perda de receita: R$ 200 milhões (março 2020 a janeiro 2021)

– Passageiros/dia: hoje, cerca de 170 mil, contra 330 mil (pré-pandemia)

– Queda média de 43% no número de passageiros

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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