Metrô de São Paulo realiza manutenção da terceira maior escada rolante do sistema

Atividade é realizada durante a madrugada. Foto: Diário do Transporte.

Equipamento localizado na estação Consolação passou por trabalhos corretivos e de segurança, que foram acompanhados pelo Diário do Transporte

WILLIAN MOREIRA

Todos os dias, milhões de passageiros passam pelas estações do Metrô de São Paulo e utilizam escadas rolantes, equipamentos simples ao olhar de um passageiro, mas que dependem de um trabalho complexo, distante dos olhos dos usuários do transporte, com importância vital.

O Diário do Transporte acompanhou o trabalho de manutenção de uma das escadas rolantes. Na madrugada de quarta (06) para quinta-feira, 07 de janeiro de 2021, a reportagem esteve na estação Consolação.

A escada desta estação é a terceira maior de todas as 597 do Metrô, contabilizando 129 degraus. Em primeiro lugar está a escada rolante da estação São Bento da Linha 1-Azul, com 148. Em seguida, está o equipamento da estação República, com 144 degraus.

Na Consolação, uma equipe de manutenção do Metrô de São Paulo realizou uma verificação dos sistemas de segurança e promoveu a limpeza do equipamento nas partes não visíveis, como o interior dos degraus.

“Neste tipo de manutenção, são verificados todos os itens de segurança da escada. Para que o usuário possa acessá-la sem nenhum problema, sem nenhum acidente, ela tem que estar com todos os seus itens de segurança funcionando. Nessa manutenção, são verificadas peças na parte de segurança, garantido que a escada vai operar sem nenhum problema”, explicou o supervisor de manutenção, Eduardo Gomes.

ESCADAS ROLANTES DO SISTEMA

Ao todo, a companhia possui 597 escadas rolantes, considerando as estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Todas passam por diferentes tipos de ações preventivas e de manutenções ao longo da vida útil, cada uma com uma periodicidade diferente.

A exemplo disto, por regulamentação da cidade de São Paulo, todas as escadas rolantes, sejam de estações de Metrô ou trem, shoppings, entre outros, precisam passar por uma manutenção preventiva a cada 30 dias no máximo.

A MANUTENÇÃO

No trabalho acompanhado pelo Diário do Transporte, um eletricista e um mecânico da companhia verificaram o funcionamento dos dispositivos que evitam acidentes e travam a escada caso necessário, além de limpar os alçapões onde a sujeira do dia a dia acaba se acumulando.

TROCAS FREQUENTES

Eduardo também detalhou que os chamados “pentes”, que se localizam no começo e fim das escadas rolantes, são as partes que mais precisam ser trocadas, já que acabam danificando quando cai um objeto, por exemplo.

Os degraus são reforçados com um material que seja de ferro ou alumínio, ou com outro tipo de metal nas escadas mais novas, projetadas para suportar o peso de passageiros em momentos de grande fluxo, como o horário de pico.

Corrimões também são vistoriados para constatar se existem rasgos ou cortes que possam demandar troca e para a conferência da vida útil da peça. Ao término do ciclo de uso, os itens são substituídos, mesmo estando em bom estado, com medida de segurança.

Os técnicos apresentaram à reportagem pelo menos sete dispositivos de segurança que travam a escada e evitam que ela “corra” sem controle em situações como a ruptura da corrente ou desalinhamento dos degraus.

PLANTÃO

A companhia possui um cronograma por listagem onde estão discriminados os locais e as datas de cada ação de manutenção preventiva.

Contudo, o cronograma não impede chamados excepcionais, como pode acontecer de um equipamento falhar durante o dia quando a estação está aberta.

Para estes casos, o Metrô possui uma equipe de plantão que vai ao local chamado e procura restabelecer o funcionamento o mais breve possível.

Existe também a chamada RG (Revisão Geral), que possui prazo maior, podendo durar de dois dias a duas semanas e meia, variando de acordo com a necessidade de itens a serem trocados, consertados ou analisados.

Para este serviço é criado uma demanda, ou seja, um chamado programado com base em critérios adotados pela empresa.

MOTORES

Os motores que movem as escadas ficam logo abaixo dos alçapões de acesso, onde existe uma placa prateada grande, logo após a entrada ou saída das escadas rolantes.

Eles variam de acordo com o fabricante e com o tempo de implantação. Os mais recentes têm um sistema mais automatizado, inteligente e moderno no que diz respeito a componentes elétricos, mas todos têm redundâncias de segurança, para evitar que, se um sensor falhe, toda a operação seja comprometida.

Desta maneira, um sistema complementa o outro: motores com a tração da escada, que são interligados a sistemas elétricos e alarmes de segurança, entre outras peças. Confira:

INSETOS E RATOS

Por fim, mas não menos importante, periodicamente os alçapões e áreas internas das escadas rolantes passam por ações de desratização e dedetização para evitar que ratos ou baratas por exemplo, ocupem estes locais sensíveis e possam causar defeitos ou outro tipo de problema no funcionamento destes equipamentos.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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