ÁUDIO – Dimas Covas defende que motoristas de ônibus sejam prioridades em vacinação contra a covid-19 e reconhece risco da profissão

Dimas Covas em entrevista coletiva em Batatais (SP)

Diretor do Instituto Butantan ainda disse que se grupos mais suscetíveis e expostos forem imunizados, pandemia estará controlada, o que deve ocorrer somente no segundo semestre se não houver contratempo

ADAMO BAZANI

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, defendeu na tarde deste sábado, 09 de janeiro de 2021, que motoristas de ônibus sejam considerados prioridade na vacinação contra a covid-19.

O Instituto Butantan, em parceria com o laboratório chinês Sinovac, produz no Brasil uma das vacinas para a prevenção da doença.

A declaração foi dada durante em entrevista coletiva no Instituto Clarentiano, na Unidade de Batatais, no interior paulista.

De acordo com Dimas Covas, primeiro é necessário pensar em grupos como profissionais da saúde e idosos, que estão entre os mais expostos e suscetíveis às complicações da covid-19, mas há categorias profissionais que devem ser vistas com maior atenção pelo risco que enfrentam, como os condutores e professores.

“Eles [profissionais de saúde] precisam sem protegidos para não desfalcar inclusive o sistema de Saúde e os idosos porque a 70% mortalidade ocorrem em indivíduos com 50 anos ou mais, então temos de dar prioridade para estas pessoas. Sempre da idade maior para a menor, acima de 75, depois de 70 a 74, e assim sucessivamente até cobrir toda a população de idosos. Indivíduos com comorbidade, principalmente idosos com comorbidade, difícil existir um idoso que não tenha uma doença associada, não seja hipertenso, tenha diabetes, então [a questão da comorbidade é importante]. Aí progressivamente sendo estendida para outras categorias de risco: aqueles que se expõem mais. Então, por exemplo, professores, profissionais da segurança, motoristas de sistema público de transportes, e aí descendo até cobrir toda a população em risco. Isso mais ou menos representa em torno de 70%, 75% da população” – disse

Este critério sobre profissões deve  orientar o programa de imunização no Estado de São Paulo.

Ouça:

De acordo com o diretor do Butantan, se as pessoas de maior risco forem imunizadas, será possível considerar que a pandemia esteja controlada.

Se tudo ocorrer dentro do previsto, sem problemas e contratempos nos cronogramas, o controle da pandemia pode ser imaginado apenas para o segundo semestre.

Dimas Covas voltou a defender a eficácia e a segurança da Coronac.

Na quinta-feira, 07 de janeiro de 2021, o governador João Doria divulgou a eficácia da vacina que, de acordo com a apresentação, é de 78% em casos leves e de até 100% em casos moderados e graves.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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