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Eduardo Paes cancela ato de Crivella que liberou circulação de táxis no BRT Transcarioca

Foto: Divulgação.

Este foi um dos primeiros decretos do novo prefeito do Rio de Janeiro ao tomar posse

ALEXANDRE PELEGI

O novo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, tomou possa na manhã desta sexta-feira, dia 1º de janeiro de 2021.

O Diário Oficial do Município trouxe 44 Decretos, cancelando atos e suspendendo contratos do prefeito anterior, Marcelo Crivella.

Na área de transportes, Paes revogou o Decreto nº 48.181, de 12 de novembro de 2020, que autorizou em caráter excepcional e experimental, a operação de táxis em parte do Corredor Expresso BRT Transcarioca, em ligação ponto a ponto entre o Terminal Alvorada e o Aeroporto do Galeão, em ambos os sentidos.


No Decreto, Crivella especificava que a liberação para a operação dos táxis no trecho especificado estava condicionada à implementação da sinalização de orientação e regulamentação, tanto vertical quanto horizontal, pela CET-RIO, inclusive no interior do Terminal Alvorada. Relembre: Decreto de Crivella libera táxis em parte do Corredor Expresso BRT Transcarioca

Havia ainda a possibilidade da liberação para a operação nos demais corredores expressos do BRT, bem como a ampliação do trecho liberado no Transcarioca, mas para isso deveria ocorrer estudos técnicos de viabilidade, “a serem realizados pela CET-RIO, em prazo a ser estabelecido por meio de Resolução da SMTR, contemplando todos os aspectos de engenharia de tráfego, mormente quanto à segurança, volume, fiscalização eletrônica e fluidez viária”.

O sistema BRT do Rio de Janeiro está entre os maiores desafios da nova gestão de Eduardo Paes à frente da prefeitura do Rio de Janeiro. Dezenas de estações estão fechadas devido a atos de vandalismo, a superlotação é constante nos ônibus, e a falta de manutenção na pista tem provocado sérios danos aos ônibus do sistema.

Como mostrou o Diário do Transporte, em novembro de 2020 o sistema BRT Rio divulgou comunicado afirmando atravessar a sua pior crise da história.

O diretor de Relações Institucionais do BRT Rio, Bernard Fonseca, afirmou ao Diário do Transporte que a situação é de extrema dificuldade.

“Vivemos um colapso econômico e financeiro que já vem sendo construído com o congelamento da tarifa há dois anos, e uma política de gratuidade que precisa ser revista, que muitas vezes tem seu custo assumido pelas empresas de ônibus, o que é insustentável”, afirmou Bernard.

O diretor ressaltou que com a pandemia o cenário se agravou muito: de março a outubro deste ano o BRT Rio teve perdas de receitas de R$ 155 milhões. Nos três primeiros meses da pandemia o sistema registrou 75% a menos de passageiros, queda que hoje está em 42%.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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